
Este fim-de-semana foi inaugurado um novo espaço no continente Utopia Portugal: cincos sims dedicados à cidade com Lisboa, com direito a concertos em variados espaços da nova cidade, por artistas nacionais e internacionais. Parabéns, Utopia!



«We are therefore going to engage in a playful narrative exercise. Telling stories about your life experience often reveals more and richer insights than direct questions, and anecdote is often more helpful in describing our activity than “objective” factual description. Please respond to the following three sections in whatever way you see fit. Be as playful as you like!
A. I am your friend. I don’t work in education. You are talking to me about the idea that we all learn from each other, in all kinds of contexts, and that this can often be richer than more formal classroom based learning. I am sceptical. Tell me about an informal learning experience you have had online in which collaboration was involved, show me a concrete example to help me to see what you mean.»
«C. Do you see yourself as a pioneer? Do you think you are more innovative than others in your organisation? Do you think your organisation is lagging behind? Tell us how you feel about this?»
Yes and No. I am a pioneer in many regards, and certainly have been an early adopter of novel technology, and am possibly more open than the average to try out new things, new methods, even if unsure how. But many in my university department (Engineering) are, too. Not all, obviously; but while other parts of the university may be in fact extremely conservative, I do feel I work in an environment that welcomes and supports pioneers.
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(This is the Portuguese-language version of the text above.)
Do texto do enunciado:
«Vamos assim envolver-nos num exercício narrativo descontraído. Contar histórias acerca da experiência de vida pessoal costuma revelar mais percepções (e percepções mais ricas) do que fazer perguntas directas. E os episódios soltos muitas vezes ajudam mais a descrever a nossa actividade do que uma descrição factual, “objectiva”. Responda às três secções que se seguem, da forma que entender. Seja tão descontraído quanto o quiser!
A. Sou uma amiga tua. Não trabalho na área da educação. Estás a falar comigo acerca da ideia de que todos aprendemos uns com os outros, em todos os tipos de contextos, e que isto pode frequentemente ser mais enriquecedor do que a aprendizagem formal de sala de aula. Estou algo céptica. Conta-me uma experiência informal de aprendizagem que tiveste on-line, na qual tenha havido colaboração; mostra-me um exemplo concreto para me ajudar a perceber o que queres dizer.»
«C. Considera-se um pioneiro? Acha que é mais inovador do que outras pessoas da sua organização? Acha que a sua organização está a deixar-se ficar para trás? Diga-nas como se sente a respeito disto.»
Sim e não. Sou um pioneiro em muitos aspectos - e certamente que tenho sido um dos primeiros a adoptar tecnologias novas - e sou possivelmente mais aberto do que a média em relação a experimentar coisas novas, métodos novos, ainda que não saiba bem como. Mas muita gente no meu departamento da universidade (engenharias) também o são. Nem toda a gente, como é óbvio; mas embora outras partes da universidade até possam ser muito conservadoras, sinto efectivamente que trabalho num ambiente que acolhe e apoia o pioneirismo.
Um texto que publiquei originalmente na Utopia e-zine:
Os mundos 3D estão realmente a apresentar soluções muito interessantes para trabalho em equipa. Esta semana foi apresentada a solução Immersive Workspaces para Second Life, das empresas Linden Lab e Rivers Run Red, mas já antes era conhecida a proposta da Sun, na plataforma Project Wonderland: chama-se MPK20. No vídeo de apresentação vemos como nos mundos virtuais é fácil imaginar duas pessoas, à distância, a trabalhar sobre a mesma apresentação de diapositivos ou outro trabalho em comum. Se a solução Immersive Workspaces ainda não chega a esta refinação técnica, já permite pelo menos agilizar o tipo de tarefas que se fazem por videoconferência.
Como explica tão bem este quadro de uma empresa da lista Fortune 200, os colegas que trabalham remotamente não têm oportunidade de se cruzarem nos corredores, no na máquina de café ou na botija de água, não almoçam juntos, não confraternizam – acabam por não se conhecer muito bem. E daí resultam problemas e mal-entendidos, que diminuem a produtividade. Veja-se neste vídeo. E um exemplo neste.
Resta saber como ligar facilmente o software dos mundos virtuais, que costuma ser exigente e ocupar o ecrã, com as ferramentas do dia-a-dia. Mas já há trabalho nesse sentido. Por exemplo, a UTAD e a PT Inovação têm vindo a desenvolver tecnologia de comunicação entre avatares, telemóveis e sistemas de mensagens instantâneas como o Skype, o Messenger ou o ICQ. E há outros esforços de interligação.
Mas provavelmente, com a evolução da tecnologia, será estar dentro dos mundos virtuais sem sobrecarregar grandemente o computador: entrar como se acede hoje à Web, sem demoras além da própria rede. Parece mentira, mas era muito mais incómodo há 10/15 anos: tinha de se iniciar a ligação via modem, era tudo lento, muito lento, caro, muito caro, pelo que só se ia à Net para fazer algo específico, não se estava permanentemente ligado... E hoje? Geralmente já se parte do princípio que a Net é omnipresente, embora ainda não o seja totalmente. Vamos ver como se expandem e integram no dia-a-dia os mundos virtuais.
Pereira, Jean; Valério, Sérgio; Serôdio, Carlos; Morgado, Leonel; Mestre, Pedro; Carvalho, Fausto (2008). Interligação entre Sistemas SMS e o Serviço de Mensagens Instantâneas do Second Life®. In Actas da conferência cef^SL 08 - Comunicação, Educação e Formação no Second Life®, 26 a 28 de Junho, Universidade de Aveiroersidade de Aveiro.
Ribeiro, Fernando; Barreira, João; Fonseca, Benjamim; Magalhães, Luís; Carvalho, Fausto; Morgado, Leonel (2008). Kit de Conferências Virtuais. In Actas da conferência cef^SL 08 - Comunicação, Educação e Formação no Second Life®, 26 a 28 de Junho, Universidade de Aveiro. Aveiro, Portugal: Universidade de Aveiro.
Dois trabalhos de finalistas muito diferentes: o Jean Pereira e o Sérgio Valério são finalistas de uma licenciatura pré-Bolonha de 5 anos, pelo que são quase mestres; o Fernando Ribeiro e o João Barreira são finalistas já segundo Bolonha, pelo que para se mestrarem ainda têm 2 anos pela frente.
O que o Jean e o Sérgio fizeram foi desenvolver de forma independente uma forma de comunicação entre qualquer avatar e qualquer utilizador de aparelhos com SMS, e vice-versa. Ou seja, não é necessário que os destinatários se inscrevam num serviço para poderem receber mensagens, nem estar sequer registado no Second Life para enviar um SMS a um avatar. É o resultado de um projecto co-orientado com a PT Inovação e deverá ter novos desenvolvimentos em breve.
Já o Fernado e o João estão com uma tarefa ainda no início: criar condições para que possam reunir-se no SL actual centenas ou milhares de pessoas no mesmo evento. Um desafio, dado que cada programa-cliente só apresenta no ecrã 35 avatares e cada servidor só suporta de 40 a 100. Mas a ideia que lhes apresentei e têm estado a desenvolver (por enquanto só a nível de chat e teleportes) é definir salas com captura de ecrã e projecção em todas as paredes, mais reprodução de som e chat entre salas, para permitir aos participantes sentirem-se numa sala enorme, muito preenchida, podendo assim passear e interagir com um número muito superior do que o que podem estar num só sim. E, o que é melhor, sem sofrer o lag associado a grandes números de avatares. Vamos continuar durante os próximos anos, com áudio e vídeo.
Lopes, António; Pires, Bruno; Cardoso, Márcio; Santos, Arnaldo, Peixinho; Filipe; Sequeira, Pedro; Morgado, Leonel (2008). Sistema de criação de movimentos de Andebol em Second Life para Formação de Treinadores. Prisma.com., ISSN 1646-3153.
Salvado, Pedro; Santos, Bruno; Morgado, Leonel; Santos, Arnaldo, Peixinho; Filipe (2008). Controlo de acesso a salas de formação para formações síncronas no Second Life. In Actas da conferência cef^SL 08 - Comunicação, Educação e Formação no Second Life®, 26 a 28 de Junho, Universidade de Aveiro. Aveiro, Portugal: Universidade de Aveiro.
Estes dois artigos vêm na linha iniciada com o trabalho de doutoramento do Ricardo Antunes e o trabalho de mestrado do António Madeira: conseguir ter ferramentas de apoio à actividade educativa no SL, que ligue o SL a sistemas de gestão exteriores.
O Bruno Pires e o Márcio Cardoso, em colaboração com o doutorando de desporto em Lleida, António Lopes, elaboraram um sistema para um formador de andebol definir, numa aplicação off-line, movimentos ofensivos e defensivos de andebol: este jogador passa a bola, este esquiva-se, este avança, aquele recua... Depois, esses movimentos ficam registados num servidor e, a partir do SL, sob comando do formador, surgem 14 bots que reproduzem o movimento guardado (todo de uma vez ou passo a passo).
Tem imenso potencial. Em vez de mostrar um vídeo ou um diagrama, podemos ver a movimentação ofensiva de qualquer ângulo claro, mas isso também se faria noutros sistemas de simulação. Mas dentro do SL, estando lá os formandos (treinadores de andebol), podemos posicionar-nos ao lado de um jogador, e mostrarmos aos restantes participantes como propomos alterar uma movimentação; podemos experimentar ver como nos enquadraríamos de forma diferente; etc... Enfim, uma simulação integrada ao vivo na aprendizagem.
Já o trabalho do Bruno Santos e do Pedro Salvado se centra noutro problema: se uma formação for fechada a um grupo restrito de participantes, como o fazer no SL sem ter de estar a alterar permissões de terreno manualmente (para que se possa gerir um número elevado de acções de formação automaticamente, por exemplo)? Este artigo apresenta as formas de o conseguir e analisa uma, embora não seja a ideal. Houve desenvolvimentos posteriores completamente diferentes, mas isso será tema de outro artigo.