domingo, novembro 16, 2008
Guitarra portuguesa electrificada
sexta-feira, novembro 14, 2008
Second Assignment: The story of my first steps in Second Life / Segundo trabalho de casa: a história dos meus primeiros passos no Second Life
In many ways, it was a better experience than what any novice finds today. I entered this world through the orientation method of the time: I was on top of a hill, and albeit with a default avatar, it was indeed the feeling of being "born naked" atop a mountain and descending into the world proper. On my way, plenty of signs, indications, and even people helping out. Other people, also new to Second Life were coming down all the time.
I followed the indications as they came up. I tried out the avatar editing platforms. And moved on! At the time, anything would be adequate, but I did find my blue-hair elven look adequate. A little bit balding on the front, at the time.
And so down I went, until I got fed up with the tutorial indication and simply flew away, met people, saw places... and wherever I went, I saw more and more things to do.
And this was it. No "magic moment", no "fantastic memory", nothing in particular... just... the feeling of space, of new things to discover, of a new world to be in. And things picked up from there.
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Pois é. Foi num feriado nacional, em 2006: o 25 de Abril. Tem graça, é o "Dia da Liberdade", pelo que talvez se consiga fazer aqui algum tipo de ligação entre isso e a minha "entrada" no Second Life.
De muitas formas, foi uma experiência melhor do que a que um novato tem hoje. Entrei neste mundo através do método de orientação da altura: estava no cimo de um monte; e embora tivesse um avatar predefinido, era de facto a sensação de "nascer nu" no cimo de uma montanha da qual se descia para o verdadeiro mundo. Pelo caminho, muitos sinais; indicações; e até pessoas a ajudar. Mais gente, também nova no Second Life, aparecia a descer.
Segui as indicações à medida que apareciam. Experimentei as plataformas de edição de avatar. E segui em frente! Na altura, qualquer coisa servia, mas já então achei que me ficava bem o meu cabelo azul e ar élfico. À época, com umas entradas.
E assim fui descendo, até me fartar das indicações de tutoria e simplesmente ter voado para longe. Encontrei pessoas, vi lugares... e aonde quer que fosse vi cada vez mais coisas para fazer.
E assim foi. Nenhum "momento mágico", nenhuma "recordação fantástica", nada de especial... apenas... a sensação de espaço de coisas novas a descobrir, de um mundo novo onde estava. E assim fui andando, as coisas foram-se sucedendo.
segunda-feira, novembro 03, 2008
Inauguração da Utopia Lisboa

Este fim-de-semana foi inaugurado um novo espaço no continente Utopia Portugal: cincos sims dedicados à cidade com Lisboa, com direito a concertos em variados espaços da nova cidade, por artistas nacionais e internacionais. Parabéns, Utopia!
Gestão de salas...

Este ano, como no ano passado, faço a coordenação dos projectos finais de licenciatura e de mestrado em Informática e TIC. Embora a maioria dos alunos os desenvolva em computadores pessoais, há alguns que precisam de máquinas ligadas em permanência à rede (para servirem de servidores Web, geralmente). Temos uma sala para isso, e de vez em quando dá jeito saber de que computador se está a falar.
No SL, na ilha da UTAD vou mantendo actualizado um modelo da sala. Muito mais do que numa fotografia ou num PowerPoint, ajuda-me a perceber a situação.
Nesta fotografia, um aluno que está na sala física entrou também no SL para me confirmar as posições das máquinas e para as acertar em conjunto comigo (eu não estava perto da sala física).
Aluno em Israel

O Luis Gens, mestrando, está por estes dias em Israel. O trabalho dele e do colega Hugo Alves visa apoiar organizações voluntárias através de software para telemóveis. E no caso específico dele, a organização inspiradora foi a Machsom Watch, que visa passar regularmente pelos postos de controlo fronteiriços entre Israel e os Territórios Ocupados da Palestina, para detectar situações de mais complicadas de infracção dos direitos humanos. Estas mulheres - pois trata-se de uma organização inteiramente feminina - fazem-no diariamente, e usam os seus telemóveis para contactar os responsáveis militares e políticos para tentar desbloquear ou resolver as situações que detectam.
O Luis está a registar o dia-a-dia num blogue, que vale a pena seguir.
quinta-feira, outubro 30, 2008
First assignment - Primeiro trabalho de casa
From the assignment text:
«We are therefore going to engage in a playful narrative exercise. Telling stories about your life experience often reveals more and richer insights than direct questions, and anecdote is often more helpful in describing our activity than “objective” factual description. Please respond to the following three sections in whatever way you see fit. Be as playful as you like!
A. I am your friend. I don’t work in education. You are talking to me about the idea that we all learn from each other, in all kinds of contexts, and that this can often be richer than more formal classroom based learning. I am sceptical. Tell me about an informal learning experience you have had online in which collaboration was involved, show me a concrete example to help me to see what you mean.»
In our daily lives we have the benefit (or not) of an intense relationship with learning: we are told and accept that we should treat our car with care, but once we pay a serious amount for new brakes, or find the need to replace a car engine's, that's something that really gets imprinted. We read about how to teach children and adults, but it's when we actually are teaching that we get the smiles, the disgust, watch success and suffer failure - we learn intensely. We learn math formulae, we learn how a system without feedback is not controllable... we apply Lagrange-transforms to analyze system diagrams... and then, possibly years later, we realize in life how this can help us understand management situations, or our teaching practice, not just mechanical or electronic systems. We develop new insights. More profound ones. And sometimes we benefit from both things (study and insights) happenning in concert. That's really great.
I've used Second Life a lot, but I'm typically more focused on the technical aspects than on the modelling - and my classes in Second Life are typically inside a classroom with computers, where I and my students are physically present, but using Second Life. But once the class is over, sometimes students ask for my help in SL or simply meet me to chat. Many times I've learned a lot by spending time on-line trying to help out a student with some particular aspect of their project that I hadn't ever seen before, or trying out a new idea, or seeing how things could turn out wrong when trying to test them with people from afar... All small events, all hard to remember exactly, but as a set they have been very significant for me.
«B. We all explore new technologies, some grab our attention more than others, some seem revolutionary, others simply bore us. Tell us about that new tool, or set of tools, you have just discovered that really excites you, talk about the potential it has to change your work. What do you want to do with it?»
I keep coming accross new tools all the time - it's part of my job to find them! Second Life and ToonTalk were by far the two most recent tools with an impact on my work. ToonTalk has shown me how programming can be done in a very context-rich manner, as if playing with Lego bricks, associated with daily activities, and still be powerful! And programming opens up so many possibilities for learning... Second Life has shown me how it can be easy to cooperate and work in a virtual world, in a place where we can create a meaningful context for a learning or teaching activity. And so many gadgets, so many tools, that keep appearing... I don't know what I want to do with them! That's what entices me. I feel I can do great things, it's a path of discovery.
«C. Do you see yourself as a pioneer? Do you think you are more innovative than others in your organisation? Do you think your organisation is lagging behind? Tell us how you feel about this?»
Yes and No. I am a pioneer in many regards, and certainly have been an early adopter of novel technology, and am possibly more open than the average to try out new things, new methods, even if unsure how. But many in my university department (Engineering) are, too. Not all, obviously; but while other parts of the university may be in fact extremely conservative, I do feel I work in an environment that welcomes and supports pioneers.
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(This is the Portuguese-language version of the text above.)
Do texto do enunciado:
«Vamos assim envolver-nos num exercício narrativo descontraído. Contar histórias acerca da experiência de vida pessoal costuma revelar mais percepções (e percepções mais ricas) do que fazer perguntas directas. E os episódios soltos muitas vezes ajudam mais a descrever a nossa actividade do que uma descrição factual, “objectiva”. Responda às três secções que se seguem, da forma que entender. Seja tão descontraído quanto o quiser!
A. Sou uma amiga tua. Não trabalho na área da educação. Estás a falar comigo acerca da ideia de que todos aprendemos uns com os outros, em todos os tipos de contextos, e que isto pode frequentemente ser mais enriquecedor do que a aprendizagem formal de sala de aula. Estou algo céptica. Conta-me uma experiência informal de aprendizagem que tiveste on-line, na qual tenha havido colaboração; mostra-me um exemplo concreto para me ajudar a perceber o que queres dizer.»
No nosso dia-a-dia temos a vantagem (ou não) de uma relação intensa com a aprendizagem: é-nos dito e concordamos que devemos estimar o nosso carro, mas é quando se paga uma batelada por travões, ou se descobre que é preciso trocar o motor do carro, que alguma coisa realmente fica vincada. Lemos acerca de como ensinar crianças e adultos, mas é quando estamos realmente a ensinar que recebmos os sorrisos, o desgosto, vemos o êxito e sofremos com o fracasso... aprendemos de forma intensa. Aprendemos fórmulas matemáticas, aprendemos como um sistema sem retroalimentação não é controlável... aplicamos transformadas de Lagrange para analisar diagramas de sistemas... e então, talvez só anos mais tarde, percebemos pela vida como isto nos pode ajudar a compreender situações de gestão, ou a nossa prática de ensino, não apenas sistemas mecânicos ou electrónicos. Desenvolvemos novas percepções. E mais profundas. E, por vezes, beneficiamos de ter ambas as coisas (o estudo e as percepções) a acontecer ao mesmo tempo. E isso é mesmo bom.
Tenho usado muito o Second Life, mas geralmente foco-me mais nos aspectos técnicos e não na modelação. E as minhas aulas no Second Life são geralmente dentro de uma sala de aula com computadores, onde estou fisicamente presente com os meus alunos, enquanto usamos o Second Life. Mas depois de acabar a aula, às vezes os alunos pedem-me ajuda no SL ou aproveitam para conversar comigo. Já muitas vezes aprendi muito, empregando tempo on-line para ajudar um aluno nalgum aspecto específico do projecto dele com que nunca me deparara antes; ou a experimentar uma ideia nova; ou a ver como é que as coisas podem correr mal, quando se tenta testá-las com pessoas de longe... Tudo são pequenas coisas, difíceis de lembrar com exactidão, mas em conjunto foram muito importantes para mim.
«B. Todos exploramos tecnologias novas, algumas cativam-nos a atenção mais do que outras, algumas parecem ser revolucionárias, outras são simplesmente maçadoras. Fale-nos acerca daquela ferramenta nova (ou conjunto de ferramentas novas), que acabou de descobrir e realmente o entusiasma, fale-nos do potencial que ela tem para mudar o seu trabalho. O que é que quer fazer com ela?»
Estou sempre a encontrar ferramentas novas - faz parte do meu trabalho encontrá-las! O Second Life e o ToonTalk foram, de longe, as duas ferramentas que tiveram um impacte recente no meu trabalho. O ToonTalk mostrou-me como é que a programação pode ser feita num contexto muito rico, como se estivesse a brincar com tijolos de Lego, associada a actividades do dia-a-dia, e ainda assim ser potente! E a programação abre tantas possibilidades à aprendizagem... O Second Life mostrou-me como é que pode ser fácil cooperar e trabalhar num mundo virtual, num local onde podemos criar um contexto que faça sentido para uma actividade de aprendizagem ou de ensino. E continuam a aparecer tantas engenhocas, tantas ferramentas... Nem sei o que quero fazer com elas! É isso que me seduz. Sinto que posso fazer coisas óptimas, é um caminho à descoberta.
«C. Considera-se um pioneiro? Acha que é mais inovador do que outras pessoas da sua organização? Acha que a sua organização está a deixar-se ficar para trás? Diga-nas como se sente a respeito disto.»
Sim e não. Sou um pioneiro em muitos aspectos - e certamente que tenho sido um dos primeiros a adoptar tecnologias novas - e sou possivelmente mais aberto do que a média em relação a experimentar coisas novas, métodos novos, ainda que não saiba bem como. Mas muita gente no meu departamento da universidade (engenharias) também o são. Nem toda a gente, como é óbvio; mas embora outras partes da universidade até possam ser muito conservadoras, sinto efectivamente que trabalho num ambiente que acolhe e apoia o pioneirismo.
Voltei a estudar formalmente...
‘Teaching and learning with MUVEs’ is a one year postgraduate programme,
at distance, for future and in-service teachers who want to use innovative methods
and tools to address learners motivation and participation issues in compulsory
education. MUVEnation will help teachers acquire the necessary competencies to
integrate massively multi-user virtual environments (MUVEs)
into their teaching practice
Bem, nunca fiz um curso à distância, embora tenha sem êxito tentado arranjar tempo para seguir o CCK... Mas espero que à segunda (e não à terceira) seja de vez.
Como o MUVEnation requer o uso de um blogue pessoal por aluno, para ir publicando ainda não sei bem o quê, vou fazer esses posts por aqui. Se tiverem de ser em inglês, tentarei traduzi-los também!
Tende paciência, leitor, que farei por não ser maçador nem irrelevante.
Haja tempo, haja tempo, que vontade não falta.
quinta-feira, outubro 23, 2008
Mundos virtuais com soluções de trabalho em equipa
Um texto que publiquei originalmente na Utopia e-zine:
Os mundos 3D estão realmente a apresentar soluções muito interessantes para trabalho em equipa. Esta semana foi apresentada a solução Immersive Workspaces para Second Life, das empresas Linden Lab e Rivers Run Red, mas já antes era conhecida a proposta da Sun, na plataforma Project Wonderland: chama-se MPK20. No vídeo de apresentação vemos como nos mundos virtuais é fácil imaginar duas pessoas, à distância, a trabalhar sobre a mesma apresentação de diapositivos ou outro trabalho em comum. Se a solução Immersive Workspaces ainda não chega a esta refinação técnica, já permite pelo menos agilizar o tipo de tarefas que se fazem por videoconferência.
Como explica tão bem este quadro de uma empresa da lista Fortune 200, os colegas que trabalham remotamente não têm oportunidade de se cruzarem nos corredores, no na máquina de café ou na botija de água, não almoçam juntos, não confraternizam – acabam por não se conhecer muito bem. E daí resultam problemas e mal-entendidos, que diminuem a produtividade. Veja-se neste vídeo. E um exemplo neste.
Resta saber como ligar facilmente o software dos mundos virtuais, que costuma ser exigente e ocupar o ecrã, com as ferramentas do dia-a-dia. Mas já há trabalho nesse sentido. Por exemplo, a UTAD e a PT Inovação têm vindo a desenvolver tecnologia de comunicação entre avatares, telemóveis e sistemas de mensagens instantâneas como o Skype, o Messenger ou o ICQ. E há outros esforços de interligação.
Mas provavelmente, com a evolução da tecnologia, será estar dentro dos mundos virtuais sem sobrecarregar grandemente o computador: entrar como se acede hoje à Web, sem demoras além da própria rede. Parece mentira, mas era muito mais incómodo há 10/15 anos: tinha de se iniciar a ligação via modem, era tudo lento, muito lento, caro, muito caro, pelo que só se ia à Net para fazer algo específico, não se estava permanentemente ligado... E hoje? Geralmente já se parte do princípio que a Net é omnipresente, embora ainda não o seja totalmente. Vamos ver como se expandem e integram no dia-a-dia os mundos virtuais.
sexta-feira, agosto 08, 2008
Escócia, Alba, terra dos escotos
Veio-me à recordação, tudo, durante a visita à exposição de pintura sob a temática escocesa, na Galeria LX.
sábado, agosto 02, 2008
E os que não chegaram à publicação...
Filipe Alves - Desenvolveu uma loja onde avatares podiam comprar uma t-shirt virtual a custo zero (ou melhor, a custo L$1, que era devolvido após a compra). De seguida, com t-shirts físicas produzidas especificamente para o efeito, apresentou-as aos mesmos clientes virtuais (colegas e docentes da UTAD), permitindo a compra mais barata a quem tivesse comprado uma t-shirt virtual. O obectivo era verificar se as preferências dos consumidores na compra de t-shirts virtuais teria alguma semelhança com as preferências na compra da t-shirt real, sentida na mão e vista à face, isto porque o consumidor era livre de mudar de preferência no momento da compra da t-shirt real. E realmente, as preferências mudaram pouco. Há espaço para estudo mais aprofundado sobre o SL como plataforma para estudos de marketing.
Luís Sequeira - Não, não é o director financeiro da Beta Technologies. É um "xará" (homónimo) dele, mestrando de Comunicação e Multimédia na UTAD. Está a estudar o uso que universidades por todo o mundo fazem dos espaços próprios no SL, para propor de forma fundamentada uma concepção para o espaço da UTAD.
Mércia Pinto - trabalhou na simulação de um espaço empresarial em SL, com bonecos que reagissem à presença de alunos que visitassem essa "empresa", para que alunos que iniciam o estudo de sistemas de informação possam começar a perceber melhor como é que uma empresa se organiza.
Pedro Santos e Diogo Miranda - Trabalharam na produção de uma pilha de protocolos de comunicações para simplificar a tarefa de mandar mensagens de um objecto no SL para outro. O objectivo último (não alcançado ainda) é permitir ao programador que usa o SL abstrair-se das complexidades de comunicação: um comando para objectos ligados entre si, outro para objectos próximos, outro para objectos distantes mas no mesmo servidor, outro (ligado a um servidor exterior ao SL) para conseguir comunicar entre objectos situados em servidores diferentes.
As publicações do semestre (X) - comunicações
Pereira, Jean; Valério, Sérgio; Serôdio, Carlos; Morgado, Leonel; Mestre, Pedro; Carvalho, Fausto (2008). Interligação entre Sistemas SMS e o Serviço de Mensagens Instantâneas do Second Life®. In Actas da conferência cef^SL 08 - Comunicação, Educação e Formação no Second Life®, 26 a 28 de Junho, Universidade de Aveiroersidade de Aveiro.
Ribeiro, Fernando; Barreira, João; Fonseca, Benjamim; Magalhães, Luís; Carvalho, Fausto; Morgado, Leonel (2008). Kit de Conferências Virtuais. In Actas da conferência cef^SL 08 - Comunicação, Educação e Formação no Second Life®, 26 a 28 de Junho, Universidade de Aveiro. Aveiro, Portugal: Universidade de Aveiro.
Dois trabalhos de finalistas muito diferentes: o Jean Pereira e o Sérgio Valério são finalistas de uma licenciatura pré-Bolonha de 5 anos, pelo que são quase mestres; o Fernando Ribeiro e o João Barreira são finalistas já segundo Bolonha, pelo que para se mestrarem ainda têm 2 anos pela frente.
O que o Jean e o Sérgio fizeram foi desenvolver de forma independente uma forma de comunicação entre qualquer avatar e qualquer utilizador de aparelhos com SMS, e vice-versa. Ou seja, não é necessário que os destinatários se inscrevam num serviço para poderem receber mensagens, nem estar sequer registado no Second Life para enviar um SMS a um avatar. É o resultado de um projecto co-orientado com a PT Inovação e deverá ter novos desenvolvimentos em breve.
Já o Fernado e o João estão com uma tarefa ainda no início: criar condições para que possam reunir-se no SL actual centenas ou milhares de pessoas no mesmo evento. Um desafio, dado que cada programa-cliente só apresenta no ecrã 35 avatares e cada servidor só suporta de 40 a 100. Mas a ideia que lhes apresentei e têm estado a desenvolver (por enquanto só a nível de chat e teleportes) é definir salas com captura de ecrã e projecção em todas as paredes, mais reprodução de som e chat entre salas, para permitir aos participantes sentirem-se numa sala enorme, muito preenchida, podendo assim passear e interagir com um número muito superior do que o que podem estar num só sim. E, o que é melhor, sem sofrer o lag associado a grandes números de avatares. Vamos continuar durante os próximos anos, com áudio e vídeo.
As publicações do semestre (IX) - e-learning - CORRIGIDO
Lopes, António; Pires, Bruno; Cardoso, Márcio; Santos, Arnaldo, Peixinho; Filipe; Sequeira, Pedro; Morgado, Leonel (2008). Sistema de criação de movimentos de Andebol em Second Life para Formação de Treinadores. Prisma.com., ISSN 1646-3153.
Salvado, Pedro; Santos, Bruno; Morgado, Leonel; Santos, Arnaldo, Peixinho; Filipe (2008). Controlo de acesso a salas de formação para formações síncronas no Second Life. In Actas da conferência cef^SL 08 - Comunicação, Educação e Formação no Second Life®, 26 a 28 de Junho, Universidade de Aveiro. Aveiro, Portugal: Universidade de Aveiro.
Estes dois artigos vêm na linha iniciada com o trabalho de doutoramento do Ricardo Antunes e o trabalho de mestrado do António Madeira: conseguir ter ferramentas de apoio à actividade educativa no SL, que ligue o SL a sistemas de gestão exteriores.
O Bruno Pires e o Márcio Cardoso, em colaboração com o doutorando de desporto em Lleida, António Lopes, elaboraram um sistema para um formador de andebol definir, numa aplicação off-line, movimentos ofensivos e defensivos de andebol: este jogador passa a bola, este esquiva-se, este avança, aquele recua... Depois, esses movimentos ficam registados num servidor e, a partir do SL, sob comando do formador, surgem 14 bots que reproduzem o movimento guardado (todo de uma vez ou passo a passo).
Tem imenso potencial. Em vez de mostrar um vídeo ou um diagrama, podemos ver a movimentação ofensiva de qualquer ângulo claro, mas isso também se faria noutros sistemas de simulação. Mas dentro do SL, estando lá os formandos (treinadores de andebol), podemos posicionar-nos ao lado de um jogador, e mostrarmos aos restantes participantes como propomos alterar uma movimentação; podemos experimentar ver como nos enquadraríamos de forma diferente; etc... Enfim, uma simulação integrada ao vivo na aprendizagem.
Já o trabalho do Bruno Santos e do Pedro Salvado se centra noutro problema: se uma formação for fechada a um grupo restrito de participantes, como o fazer no SL sem ter de estar a alterar permissões de terreno manualmente (para que se possa gerir um número elevado de acções de formação automaticamente, por exemplo)? Este artigo apresenta as formas de o conseguir e analisa uma, embora não seja a ideal. Houve desenvolvimentos posteriores completamente diferentes, mas isso será tema de outro artigo.
quinta-feira, julho 31, 2008
As publicações do semestre (VIII)
Madeira, António; Antunes, Ricardo; Pereira, António; Sequeira, Pedro; Morgado, Leonel (2008). Um protótipo de sistema para controlo da assiduidade em aulas efectuadas no Second Life®. In Actas da conferência cef^SL 08 - Comunicação, Educação e Formação no Second Life®, 26 a 28 de Junho, Universidade de Aveiro. Aveiro, Portugal: Universidade de Aveiro.
Se um professor decidir utilizar o Second Life para leccionar aulas, vai deparar-se com vários problemas burocráticos. Além do Ricardo Antunes (doutorando), o mestrando António Madeira anda a ajudar. Um problema burocrático é que em muitos casos é necessário registar a assiduidade das aulas, seja aula a aula, seja enquanto horas de contacto confirmadas com alunos. Mas estar a apontar nomes de avatares, ver que avatar corresponde a que aluno, não são propriamente tarefas práticas de registar. E se nos lembramos que um aluno saiu antes do meio da aula mas voltou? E se teve problemas de ligação? Independetemente das ausências serem aceitáveis ("justificadas", na terminologia habitual) ou não, ao longo de semanas de aulas esta carga burocrática não ajuda a usar a plataforma... Mas com o trabalho do António Madeira, torna-se mais cómodo analisar a assiduidade em SL do que na RL.
A seguir, virão as publicações dos finalistas de licenciatura.
As publicações do semestre (VII)
Bernardo, Martine; Edgar Guerra, José; Rabadão, Carlos; Gonçalves, Ramiro; Morgado, Leonel (2008). Perspectivas sobre o comércio no Second Life pelos próprios residentes (comerciantes e produtores de conteúdo). In Actas da conferência cef^SL 08 - Comunicação, Educação e Formação no Second Life®, 26 a 28 de Junho, Universidade de Aveiro. Aveiro, Portugal: Univ. Aveiro, Portugal: Universidade de Aveiro.
O que pode vir a ser o comércio electrónico no Second Life, futuramente? A Martine, mestranda, anda a tentar descobrir quais as perspectivas dos residentes mais experientes e ligados a actividades comerciais no SL. Não é fácil levar as pessoas a expor as visões do futuro sem as ligar muito ao presente, mas é um caminho que está a ser feito e vai continuar. É um trabalho com grande potencial, para permitir a empresas e organizações ter uma visão do panorama estratégico da plataforma.
As publicações do semestre (VI)
Antes de passar aos mestrandos, os finalistas da Lic. Comunicação e Multimédia. Este artigo descreve um sistema que pode ser experimentado no sim da UTAD. Destina-se a painéis publicitários ou informativos que reajam à presença de avatares, por consulta a sistemas informáticos externos, que tomem a decisão quanto à informação a prestar ou publicidade a apresentar. Foi já objecto de registo de protecção de propriedade intelectual.
terça-feira, julho 29, 2008
As publicações do semestre (V)
Há dois anos que a doutoranda Micaela Esteves tem vindo a tentar descobrir como usar o Second Life para ensinar a programar em cursos superiores da área da informática. Claro que é possível, mas quais são os pontos-chave? Quais as dificuldades a ultrapassar, que estratégias resultam e de que forma? Em paralelo com o trabalho dela, eu tenho vindo a usar o Second Life noutras aulas de programação, em C#, para dar contexto e enriquecer os problemas: usa-se o Second Life como espaço "real" de contacto com clientes ou recolha de dados (geralmente enviados por e-mail) que depois são processados e analisados numa aplicação Windows programada em C# pelos próprios alunos. Os nossos esforços paralelos surgem aqui integrados nos de outros investigadores que se têm vindo a preocupar com áreas paralelas.
Uma descrição mais pormenorizada e sob uma perspectiva diferente (a das comunidades de prática) foi também publicada via cef^SL / revista Prisma:
Esteves, Micaela; Fonseca, Benjamim; Morgado, Leonel; Martins, Paulo (2008). Uso do Second Life em Comunidades de Prática de Programação. Prisma.com., ISSN 1646-3153.
As publicações do semestre (IV)
Bem, esta não é de orientandos meus: é apenas minha. Vê finalmente a luz do dia, após um longo período de espera pela publicação. Embora não seja em Second Life, tem paralelos interessantes: vários dos exemplos recorrem a um mundo virtual monoutilizador, que é - o próprio mundo - uma linguagem de programação visual, animada, por acções: o ToonTalk. Descreve uma orientação de princípios e exemplos para integrar completamente o computador nas actividades educativas de jardim-de-infância, para que seja tão natural como uma caneta.
As publicações do semestre (III)
Bem, já que se anda com tanta actividade em mundos virtuais, a simular laboratórios, aulas de enfermagem, etc... será que não podemos ligar essas actividades em mundos virtuais aos actuais sistemas de gestão do ensino (LMS), como o Moodle? O doutorando Ricardo Antunes acha que sim. Tem-se dedicado a aulas de programação dadas no Second Life (outra investigação científica a decorrer cá na UTAD) e desenvolvido várias peças de interligação entre aulas e trabalhos (no Second Life) e os LMS.
As publicações do semestre (II)
Bem, esta publicação não tem directamente a ver com Second Life: trata-se de um sistema desenvolvido em Open Croquet. Mas isto apenas porque os termos de serviço da Linden Lab impedem, completamente, que se utilize o Second Life com crianças (menores de 13 anos). E aquando do início deste trabalho, há 2 anos, o OpenSim ainda não estava com capacidade para algo assim (será que já está? eis uma boa proposta de trabalho)...
Trata-se de tentar usar mundos virtuais para que crianças de 6-10 anos possam planear versões diferentes de uma sala de aula, um recreio, um acantonamento, um palco de uma peça de teatro... gerindo as versões espaciais como uma espécie de wiki em 3D. Um trabalho muito interessante do doutorando Filipe Santos.
As publicações do semestre (I)
Começo aqui uma pequena série dedicada aos artigos publicados este semestre, por uma ordem temática: primeiro os dos doutorandos, depois os dos mestrandos e finalistas, estes agrupados por temas: e-learning e comunicações.
