quarta-feira, junho 04, 2008

Cientista por um dia


Hoje eu e o Anamar Margetts recebemos aqui na UTAD 5 alunos da Escola Secundária de S. Pedro, em Vila Real, na acção "Cientista por um dia". Recorremos aos avatares "genéricos" que usamos para testes, para que os alunos, sendo menores, pudessem usar o Second Life de adultos sem acesso à senha de nenhum avatar específico (por motivos de privacidade, não indicamos o nome dos alunos presentes).
Fica aqui um aparte: esta segregação do público entre adolescente (Teen Second Life) e adultos (Second Life) é tão ridícula como criar uma Web para adolescentes e uma Web para adultos. Com a agravante que até crianças podem aceder a um sítio na Web legalmente, mas nenhuma criança pode aceder a um espaço no Second Life legalmente! "Escola em comunidade"... pois sim, mas no SL é impossível: escola na escola, comunidade sem escola.

Continuando... durante 3 horas, os alunos estiveram envolvidos num trabalho que já devíamos ter feito há que tempos: criar um sensor de visitantes e uma base de dados onde sejam registadas as visitas ao sim da UTAD em Utopia Portugal VI. Estivemos todos envolvidos, foi-se experimentando os resultados do código à medida que se experimentavam abordagens diferentes, andou-se a consultar as páginas de referência das funções de LSL para as adaptar... A ideia era criar depois uma rede de sensores que cobrisse todas as actividades entre o fundo do rio Douro (coordenada quase zero) e as últimas plataformas a mais de 700 m de altitude, mas por falta de tempo não foi possível.

Pelo meio, os alunos também exploraram os projectos de investigação em SL da UTAD e recolheram fotografias para produção de páginas descritivas desses projectos, aqui ficam algumas delas.



Yes We Can!

Sim, podemos mesmo.
Agora já só faltam poucos meses até Novembro. Muito menos do que a duração destas primárias.

quinta-feira, maio 29, 2008

Selos no mar

Eis uma ideia que de tão simples é genial: porque não combinar selos com um espaço que os enquadre totalmente? Se isto se podia fazer a certo nível no mundo real, no SL é possível fazer uma exposição que recorde a EXPO'98... debaixo de água! Sempre posso dizer que já nadei por entre selos, atrás de uma foca. Parabéns. M2life Paravane, pela iniciativa. ADENDA: e também à Marga Ferrer! (obrigado, M2life, pela correcção).



segunda-feira, abril 07, 2008

Um rato para a segunda vida

Conforme bem noticiou o PalUP Ling no seu blogue, a 3Dconnexion, uma empresa da Logitech, anunciou que vai fazer funcionar os seus "ratos 3D" no Second Life.

Um trabalho com este objectivo foi precisamente desenvolvido entre a UTAD, a 3Dconnexion e a Logitech, por dois alunos finalistas de Informática, entre Fevereiro e Junho de 2007: Pedro Cardoso e Marco Melo. Fui orientador, em conjunto com Nuno Gomes (da 3Dconnexion) e Aidan Kehoe (da Logitech).

Cardoso, Pedro; Melo, Marco; Gomes, Nuno; Kehoe, Aidan; Morgado, Leonel (2007). Adapting 3D Controllers for Use in Virtual Worlds. In Barroso, João; Cunha, António; Godinho, Francisco; Bulas Cruz, José; Santos, Vítor (Eds.) DSAI 2007 - Proceedings of the 1st International Conference on Software Development for Enhancing Accessibility and Fighting Info-exclusion, ISBN 978-972-669-841-8, pp.27-30. Vila Real, Portugal: UTAD.

Os alunos fizeram uma aplicação que transformava as acções 3D sobre os "ratos" SpaceTraveler e SpacePilot em acções do avatar no Second Life. Só um senão: a rotação para a esquerda e para a direita avançava aos "solavancos", em vez de ser suave.

UPDATE: não haja confusões, o que a 3Dconnexion está a anunciar não tem nem uma gota do código feito pelos alunos; mas foi um primeiro contacto entre a 3Dconnexion e estas ideias. Só é pena os alunos não terem querido dar seguimento em mestrado ao trabalho, se calhar por esta altura já estaria um driver feito...

O princípio dos tempos antigos (II)

E quais foram os trabalhos práticos efectuados? Essencialmente dois à escolha: em Open Croquet (trabalho individual) ou em Second Life (trabalho de grupo). Fica aqui o enunciado do trabalho de grupo em Second Life. Foi efectuado em parte pelos alunos, mas não na totalidade:

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Doutoramento em Informática
Doutoramento em Engenharia Electrotécnica e de Computadores

Opção II: Desenvolvimento em Ambientes Virtuais
2005-2006

Proposta de trabalho prático – Desenvolvimento em Second Life

Neste trabalho prático pretende-se desenvolver, no mundo virtual Second Life, uma rede autoconfigurável de sensores, que quando distribuídos por uma área, detectem avatares e/ou objectos dentro de um raio de detecção limitado. Os sensores devem tomar conhecimento da presença uns dos outros, automaticamente, devendo a informação recolhida por cada um ser comunicada automaticamente aos demais.

A rede de sensores deve ter as seguintes características:

  • Um raio de acção limitado para realização da detecção (sugestão: 30 m).
  • Para além dos identificadores dos avatares ou objectos detectados, os sensores devem recolher informações sobre a hora e local em que os detectaram (e, no caso dos objectos, devem ainda recolher a identificação do dono – “owner”).
  • Cada sensor deve comunicar aos outros o seu início e fim de actividade, podendo estes ser definidos de formas diferentes. Exemplos de início: quando colocado no chão; quando tocado; quando colide com um avatar, etc. (só é necessário implementar um). Exemplos de fim: quando apagado; quando agarrado; após um limite de tempo; etc. (só é necessário implementar um).
  • Cada sensor é responsável apenas por um tipo de detecção (avatar ou objecto): o tipo de detecção deve constar da informação comunicada entre sensores.
  • A informação deve ser armazenada numa estrutura de dados que seja acessível quer directamente pelo utilizador, quer de forma programática por código (neste último caso, deve ser possível aceder-lhe de forma semelhante a um array, ou seja: indexado). Sugestão: armazenar cada elemento sob a forma de um Notecard ou outro objecto guardado nos “contents” dos sensores, em que o nome do Notecard indica o índice do array e o conteúdo de cada Notecard é o conteúdo do respectivo elemento do array.

O princípio dos tempos antigos (I)

No seguimento dos posts anteriores, aqui vai a descrição do que foi a primeira - realmente a primeira - experiência de ensino sobre o Second Life na UTAD.

De 14 a 16 de Dezembro de 2006, foi leccionada de forma intensiva a disciplina "Desenvolvimento em Ambientes Virtuais". Tratou-se de uma disciplina curricular opcional integrada nos planos de dois doutoramentos: Doutoramento em Informática (2005-2006) e Doutoramento em Eng. Electrotécnica e de Computadores (2005-2006).

A disciplina abordou dois ambientes virtuais diferentes: o Open Croquet e o Second Life.

Foi leccionada em colaboração entre mim (Andabata Mandelbrot), Micaela Esteves (Micaela Korobase, na altura com outro avatar), Ricardo Antunes (Ricardo Arcadia) e Filipe Santos (Martin Niles).

Tínhamos algumas cadeiras para os alunos, mas como se vê, passámos logo à produção de objectos e ao scripting... com algumas partículas à mistura.

Fica aqui a foto de grupo de alunos e docentes envolvidos:
Não guardei os nomes todos, mas penso que não me estou a enganar nestes: B3n Canto, Gud Gaudio, Calimero Alcott, Rose Bates, slname Alonzo, Helio Zsigmond, Mateus McLaglen, Anamar Margetts, a que se juntam os já mencionados Andabata Mandelbrot, Martin Niles, Ricardo Arcadia e ainda o antigo avatar (mantenho a privacidade) da Micaela Korobase.

quinta-feira, abril 03, 2008

O fim de um tempo... o princípio de novos tempos (III)

Eis a entrada para a zona de trabalhos, com instruções para os alunos:

Havia uma "pia" para cada grupo de alunos, estando as pias agrupadas por curso e por turma:
Depois, de entregues os objectos com código dentro de cada pia, passávamos à fase de recolha e correcção:
O tema do trabalho era fazer seis objectos, que pudessem ser agrupados por categorias 2 a 2. Cada objecto devia ser um "produto" de loja, que detectasse o interesse de um cliente (clicar no objecto) ou a proximidade de um potencial cliente (avatar no raio de 2 metros) e enviasse para cada caso um e-mail com os dados relevantes a um sistema de gestão de marketing em Windows.
Alguns alunos preferiram ir além da entrega dos objectos e deixá-los à mostra na zona livre, para todos os poderem testar. Ou até arrumá-los em "lojas". :-)



O fim de um tempo... o princípio de novos tempos (II)


Lá nas alturas, havia uma plataforma com duas partes: uma zona para entrega de trabalhos (à esquerda, na imagem) e uma zona de trabalho livre para os alunos (a parte direita).

O fim de um tempo... o princípio de novos tempos (I)

Hoje devolvi à procedência o primeiro terreno que deti no Second Life: 2048 m2 em Cocaine Island, onde se desenrolaram os primeiros trabalhos práticos de Laboratório de Informática III e Laboratório de TIC III na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Não foram as primeiras actividades (dessas, em 2006, conto falar a seguir). Mas foram as primeiras num terreno meu/nosso.

À esquerda, o terreno ao nível do mar, onde só estavam umas árvores, uma plataforma com teletransporte para a zona de trabalho lá nas alturas, e a sala de reuniões: um pequeno charco com uma cadeira de meditação, um colchão de ar e um trampolim de mergulho. Aqui teve lugar a primeira reunião entre UTAD, PT Inovação e Beta Technologies.


Eis a vista aérea do terreno. Desde 21 de Fevereiro de 2007, dois meses após as primeiras aulas... quase 1 ano após o meu registo inicial no Second Life.

sexta-feira, março 28, 2008

Mudanças, mudanças...

Pois é, estou a mudar de casa, um processo interminável. E sem Net em casa durante uns dias.

sábado, março 01, 2008

Lançamento do primeiro livro português sobre Second Life


Estive no lançamento do livro do Gaia Bosch, como tantas outras pessoas. E aqui fica o registo. Foi mesmo muita gente ao mesmo tempo: 53 quando tirei estas fotografias.

domingo, fevereiro 17, 2008

Orientações ao serão


Para terminar o dia, orientação de alguns mestrandos meus:


  • ajsm Darkstone: nas aulas com presença obrigatória em Second Life, como é que um professor regista presenças e faltas? Fazê-lo à mão parece não ser muito prático, até porque os alunos podem perder rede e ligação a meio, voltar, avisar a meio da semana que trocaram de avatar, etc... O ajsm Darkstone está a tentar registar automaticamente no Moodle as presenças e faltas a aulas que se desenrolem no Second Life.

  • Tini Honi: como será no futuro o comércio electrónico, através de mundos virtuais como o Second Life? A Tini Honi está a tentar identificar personalidades-chave que já hoje tenham contacto significativo com o que é o comércio electrónico no Second Life, para conseguir perceber quais as visões mais informadas das possibilidades futuras.

  • JedWar Enzo: quem investe num espaço de comércio electrónico no Second Life, como irá avaliar os resultados desse investimento? Que tipo de dados precisa? O JedWar Enzo está a criar uma tipologia de espaços comerciais no Second Life para de seguida identificar as métricas mais relevantes à actuação de cada um e como as extrair.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Yes We Can

Encontros inesperados

A UTAD está a preparar uma sim (obrigado, ARCI) para mostrar o que andamos por cá a fazer em Second Life.

A maioria é programação ou investigação científica sem componente visual, o que torna um desafio conseguir mostrar o trabalho.

Mas acho que temos um conceito que pode funcionar (não conto já).

Entretanto, a ilha existe e vai tendo visitas ocasionais, algumas inesperadas... Esta senhora é coreana e não fala inglês nem português. Ainda assim conseguimos manter uma conversa durante algum tempo, graças ao tradutor automático do Google.


Ciência, ciência

E com alguma surpresa reparo que a Thomson Scientific, casa dos célebres SCI e SSCI, entre outros, tem uma ilha inteirinha. Para já com poucos serviços. E se surgisse uma selecção de publicações de referência sobre mundos virtuais? Isso seria um bom contributo da presença da Thomson no Second Life.

Andanças pelo Second Life

Já ando pelo second life há quase 2 anos. Mas só agora me apeteceu ir registando fotograficamente alguns locais por onde vou passando. Começo por uma visita ao Egipto.

sábado, agosto 05, 2006

Fragas, sim!

Pois sempre fui. Sempre agradáveis, sempre magníficas. Pisei tanta manta morta, que só espero que nenhum incêndio por lá pegue.

sexta-feira, agosto 04, 2006

Ida às Fragas de S. Simão


Hoje, finalmente início das férias "à séria": um passeio às Fragas de São Simão, que vale a pena visitar... Só espero que não estejam demasiado atulhadas de gente.