quarta-feira, dezembro 31, 2008

Let’s put e-democracy to a test!

As Gwyn did the favour of putting into post form:

Barack Obama’s change.org website is accepting requests for ideas and projects to be implemented during his term. Knowing that he’s all for technological innovation, and that several successful experiments with e-democracy were done inside Second Life??, let’s try to push for even more. Andabata Mandelbrot is proposing that we vote to create an international metaverse - the Internet equivalent of virtual worlds.

To get this implemented, we need 400 votes! And the deadline is… today at midnight, so we need to hurry…

Voting is simple, you just need to create an account on the change.org account and vote (you can even log in with your Facebook or MySpace account) by clicking on the icon. If you’re willing to promote this idea, you can, of course, do more - add widgets, push it to your social network, and so on. With a surprisingly open-minded approach, voting is not limited to US residents, but it’s totally open to international voters too. The change is for America, but its impact will be global. A nice touch!

Why should President-Elect Obama listen to this proposal? Well, we know that he has appointed two Second Life Innovators to his “Innovation Agenda” group. And his virtual presence in SL was serious, well-planned, and part of his campaign. He’s no stranger to using virtual worlds as a political - but also democratic - platform. So he might very well take notice of this proposal, specially if he can see the support it gathers.

It’s up to us to put democracy in practice - with the vote :)

Vote now and get your friends in SL to do the same!

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Tenho uma Wii!

Belo presente recebi hoje: uma Wii!
Já deu para estar a esticar os músculos, a jogar bólingue e ténis com toda a família. Assim sim!
E claro, depois da criançada deitada... cá estou bem dorido após mais jogos de ténis, boxe, basebol e golfe... Isto é que é contrariar o sedentarismo!

Amanhã será que consigo arranjar uns minutos para conhecer o Bee Movie? Acho difícil, mas quem sabe...

terça-feira, dezembro 02, 2008

SL com peso na Administração Obama

Parece que o SL vai ter “insiders” de peso no novo governo norte-americano:


The AccoLade: banda de hard-rock/metal de raparigas da Arábia Saudita, Jedá

Pois é... A música faz destas coisas.
Um grupo de raparigas da Arábia Saudita, da cidade de Jidá, que segundo parece é mais "liberal" do que Riade ou outras (sabe-se lá o que será "liberal" na Arábia Saudita: Jidá é perto de Meca...), atreveu-se a andar a ensaiar e compor música hard-rock/metal.

Tem um toquezinho a Evanescence e outras bandas de há poucos anos, mas nada mau.

A página do MySpace parece ter ido abaixo agora mesmo... Demasiadas visitas apenas, espero.

sexta-feira, novembro 28, 2008

Late assignment: activity 8 / Trabalho atrasado: actividade 8

Due to a complex couple of weeks, only now have I been able to find a few minutes for Activity 8 in the MUVEnation course: "Draft your own micro-learning induction session". Here it is.

From the Global Kids Connect curriculum, I chose the topic Getting Around: Taking A Closer Look. I believe this to be something many people miss while experiencing Second Life, and a critical skill: being able to view in detail objects and people, without having to walk or approach anything.

So the basic idea of this assignment is to come up with an activity to help put in practice the following skills (or "powers", in Global Kids' terminology):
  • Using the computer keyboard to focus, zoom and pan
  • Using the camera control feature to focus, zoom and pan
The idea is to make a sort of treasure-seeking contest. Create several containers, progressively more convoluted, with a different object or letter inside. Then several students will have to try and find those objects/letters, and take snapshots (if they know how - following Global Kids' curriculum, at this stage they don't) or simply noting down on paper what it is.
The first "container" would simply be a panel in front of the object; then two panels; then a box; then a closed box (yes, one can use the camera controls to see inside); then these can be combined with small - very small - objects, for use of the zoom controls; and finally, there could be rocks on top of objects, or sheets of paper, or boxes within boxes.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Second Life: average users/hour - média de utilizadores por hora

I usually see people approach Second Life statistics in terms of its ever-increasing number of registered users or number of users that have logged in during the last 30 or 60 days.
The first number is irrelevant. People that try out SL and then quit don't usually bother to try and delete their account (I don't even know if there is a way to do that!). Thus, it's only natural that this number is always growing.

The other numbers are more useful, but not without issues: while a sudden surge in media-led interest could make them increase ocassionaly, looking at them over time does provide a clear picture of whether the platform (and the world) is increasing in use or not. Yet, one person can own several avatars, so one can say that an increase in these numbers of users merely reflect the increase in the number of avatars owned by each user.

However, there is a stat that I am puzzled on why it hasn't been used more often. If one takes the number of hours spent by users in-world (which is found only in the spreadsheets that Linden Lab makes publicly available, not on Web pages), that is much more enlightening. Users that log in for a few minutes to check out and quit hardly make an impact here, unless there is really a HUGE surge. And, in principle, even people with several avatars are only in-world with one of them at a time (yes, I know that this is not necessarily the case, but using several at once is not really a common situation).
Since "hours in-world" isn't a clear stat for people not following Second Life, I've decided to translate it into a more meaningful stat: average users per hour.

Basically, I divide the total number of hours spent in-world in a given month by the number of hours of that month (24*number of days - and yes, I've considered leap years).

This stat gives you an idea of how many people, on average, were logged in simultaneously at any given time in each month. And this is quite useful, since it is a measure of the liveliness or at least of the crowding of the world. It's the commitment of users to SL that is making it unique, and that's not so easy to replicate.

As you can see, the numbers through August 2008 are looking quite good. And while there are no more recent data to be found on the site, Tateru Nino has leaked out the figure of 37 million hours for October. That is in line with this graph and results in 49,731 average users per hour for October 2008.

I'm expecting these figures to grow for November, since every time I've logged in I've seen from 40,000 to 75,000 users, except yesterday for some hours, when the login servers were down.
Costumo ver abordagens às estatísticas sobre o Second Life em termos do seu número sempre crescente de utilizadores registados, ou do número de utilizadores que acederam ao serviço nos últimos 30 ou 60 dias.
O primeiro destes números é irrelevante: as pessoas que experimentam o SL e se vão embora não costumam ter o cuidado de apagar as contas que criaram (nem sei se há forma de o fazer). Assim, é perfeitamente natural que este número esteja sempre a crescer.

Os outros números são mais úteis, mas também têm alguns problemas: embora um súbito interesse de origem mediática os possa fazer aumentar ocasionalmente, a observação destes ao longo do tempo fornece uma ideia clara do aumento ou não do uso da plataforma. Só que uma pessoa pode ter mais do que um avatar, por isso é possível argumentar que estes números de utilizadores são apenas um reflexo do número de avatares que cada pessoa vai tendo.

Há contudo um dado estatístico que me questiono quanto a não ser usado mais frequentemente. Se pegarmos no número de horas que os utilizadores gastam dentro do mundo (que se encontra nas folhas de cálculo que a Linden Lab disponibiliza publicamente, mas não nas páginas Web), esse valor é muito mais esclarecedor. Os utilizadores que acedam apenas por uns minutos para experimentar o SL e saiam dificilmente aqui terão impacto, a não ser que haja um ENORME aumento súbito. E à partida, mesmo quem tem vários avatares só está com um deles no mundo de cada vez (sim, sei que pode não ser assim, mas usar vários avatares ao mesmo tempo não é propriamente uma situação comum).
Visto que as "horas no mundo" não é uma estatística clara para as pessoas que não acompanham o Second Life, decidi traduzi-la numa estatística mais fácil de interpretar: média de utilizadores por hora.

Basicamente, divido o número total de horas utilizadas num dado mês pelo número horas existentes nesse mês (24*número de dias - e sim, lembrei-me dos anos bissextos).

Esta estatística dá-nos uma ideia de quantas pessoas, em média estavam a aceder ao mundo ao mesmo tempo, num qualquer momento de cada mês. E isto é um dado bastante útil, pois trata-se de uma métrica de quão "vivo" (ou pelo menos quão preenchido de gente) está o mundo. É o empenho dos utilizadores no SL que o vai tornando único, algo que não é assim tão fácil de imitar.

Como se pode ver, os números até Agosto de 2008 têm bastante bom aspecto. E embora não tenham sido disponibilizados dados mais recentes no sítio Web, a Tateru Nino deixou escapar o número de 37 milhões de horas utilizadas em Outubro. Este valor está em linha com este gráfico, equivalendo a uma média de 49.731 utilizadores por hora em Outubro de 2008.

Para Novembro, conto que estes número aumentem, pois sempre que tenho entrado tenho visto de 40.000 a 75.000 utilizadores, salvo ontem durante as horas em que os servidores de início de sessão foram abaixo.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Vamos fazer um ginásio!

Começou por estes dias um projecto novo, em colaboração com Ensino Secundário: no âmbito da disciplina "Área Projecto", quatro alunos e uma professora de uma escola em Resende vão criar um Ginásio Virtual em colaboração comigo e com o meu colega Paulo Martins (SL: Gud Gaudio). E vão descrever todo o processo num blogue.

Para podermos ter adultos e adolescentes a colaborar legitimamente no SL, proceder-se-á da seguinte forma: a professora criará 5 avatares (um para ela e um para cada aluno), ficando de posse das senhas de acesso. Desta forma, tudo decorrerá em ambiente controlado: o espaço lectivo delimitado pelo horário das aulas da disciplina, com a presença da professora.

terça-feira, novembro 18, 2008

Third Assignment (part 2) - Coming in to land / Terceiro trabalho (parte 2) - Vir até terra

Well, off I went to Orientation Stations, at Dore. I liked the opening space. There was a clear sign to change the avatar's appearance - an important recommendation to students, as various sources tell us (e.g., this recent paper).
Orientation Stations at Dore_001
Inside, a rotating SL sign will provide a nice, short text (making it more likely to be read). It explains the basics on how to accept an offer from a picture, change appearance and use the inventory.
I'm not so sure that the hand is a nice idea, though. One of the users I've met asked me what the hand was supposed to mean. He hadn't thought of clicking it!
Orientation Stations at Dore_003
The question, coming out is: where to go? A seasoned RPGamer will look around and see a "Changing your appearance part 2" sign to the right, but there should be an arrow or other indication to support the user when he/she exits the house he/she was in.
Orientation Stations at Dore_004

I believe some users may simply walk straight ahead, through the open, inviting, gates.
Orientation Stations at Dore_002

However, this was nicely planned: if a user does so, the hike is short: some stone steps descend near the water, and the landscape below is visible, but some well-placed wooden boards will prevent the avatar from falling into the water. There is water all around, so the most likely situation (for less-adventurous avatars) is that the user strolls back into the courtyard and finds the remaining signs. Perhaps there is something to be learned here (we can only find out by studying the users' behaviour): instead of making sure the user always follows a path, let him/her stray a little, but taking care to avoid situations where confusion may set in.
Orientation Stations at Dore_005

One problem coming back, though: one of the steps is too high, the avatar won't climb it just by moving forward. Oops! I could have made an effort to see what would happen if the user tried to go around, but inevitably he/she would fall into the water and lose some notion of what to do, so I'll skip that: changing the height of the step is all it takes to correct this! (By the way, the next step need correction, too.)
Orientation Stations at Dore_006

So, going to the left, once we re-enter the nice Japanese-looking complex, we'll see houses about "chatting" and "Changing your appearance part 2". Nice. (C
Orientation Stations at Dore_007

The chatting house is particularly neat: the notecard is very short, as it should be, but selects the main points: pressing Enter, typing, and Enter again. And a helpful parrot is provided so users can have a feedback even if no-one else is present!
Orientation Stations at Dore_008

At this point, a few new users stepped in. One was a first-time Australian, the other a Canarian that was first-rezzed in June.
They were quite lost, I'm afraid. I suppose notecards aren't the best option, then. Or the rotating green hands. I've helped them out in the basic stuff, including IM, teleporting, flying, creating landmarks, alt-clicking, and then I sent them to the NMC Orientation, since at least that has worked out for a few of my friends and students.
Orientation Stations at Dore_010

Moving on... this location proceeded with a room on Alt-Clicking and another on dragging objects, and then you had to explore. I came to face doors, but they were closed. I opened them, but I suppose that users that don't click on spinning green hands probably won't click on closed doors, too.
Orientation Stations at Dore_009

Inside there was a nice exhibition of Japanese art and several empty rooms, so I gather this space is used for classes or mentoring sessions.
Orientation Stations at Dore_011

A funny thing is that the "Flying" sign and its green hand are on a rooftop, turning away from the pathway. So if users followed have been at the Alt-Click house they will now be able to use that to read the sign. Even if they don't, they can click the green hand to get instructions on flying. Nice!
Orientation Stations at Dore_012

And if people do fly... well, plenty of stuff in nearby parcels to start exploring.
I think I'd add just a couple more things - which I had to use with the new users I met: how to IM me through the Search panel, in case they get lost, and how to use the map to teleport.
Orientation Stations at Dore_013

But it is a nice place to learn, even if not as rich in content as NMC!

Trying to chat with students/teachers at RL Student Orientation Area, Campus (172, 90, 24) / Tentativas de conversa com alunos ou professores

Well, I should have tried yesterday, when several people where present.
Today, only one, which after ignoring me for a while basically let me know that she was quite busy trying to complete homework, so it wasn't a nice time.

But it was indeed yet a confirmation of the basic nature of the space: a sandbox/project area, not an actual orientation zone for new users.
I gather this is used for supervised introductions, where a teacher supports the students, possibly while all are physically present in a classroom - but this is just a wild guess at this stage.
RL Student Orientation Area, Campus_001

segunda-feira, novembro 17, 2008

Third Assignment - Coming in to land / Terceiro trabalho - Vir até terra

Well, the text said:

Select two orientation spaces that you will analyse, from the list below:
  • Orientation partly interactive, Virtual Ability (135, 124, 23)
  • RL Student Orientation Area, Campus (172, 90, 24)
  • NMC Orientation (107, 114, 39)
  • Orientation Stations, Dore (32, 99)
So I chose the RL Student Orientation Area at Campus, and the Orientation Stations, at Dore. Basically, my reasoning was that I was already acquainted with NMC Orientation, and other members of my work group had looked into Virtual Ability's from the post I've seen in the course forums. So I picked the path less treaded.

For starters, I will not fly nor use Alt-Click until I am instructed to do so in an obvious way. No point in burying that information in the middle of a notecard. Most people coming in to SL want to start right away, and if they were patient enough to read notecards and long instructions (something any seasoned RPG player does, but that's a small subset of the population), they wouldn't have any trouble in virtually any orientation island.

Here is what I'm seeing, reporting as I go.

The arrival is nice. There is enough candy to make it pleasant, and the sign "Welcome" | "Touch for Notecard with Instructions" is clearly in front of you, at a decent height.
The tribal sounds are nice, too, but if I recall, people will probably have them off. So perhaps a sign (with a picture) showing newbies how to turn music on would be in order?


One issue is that if you move forward (which is only natural) you'll be travelling AWAY from the main area. You'll find a stone with a painted skin saying "Tour SL: Touch for Notecard", and that seems to be a task for students, but I wonder how many miss the small text?


Pretty soon, the newbie faces a "No Entry" area, and probably doesn't know where to go, because if he/she turns around, all to be seen is vegetation and lots of confusing elements:


Assuming people go to the right, they will end up facing the work area:


But if they go to the left, they will be facing another "No Entry" and a steep wall. Eventually, they will reach the work area.


In the work area, a nice touch is that a plain sign offers advice on lag problems (ableit perhaps "slow" would be a more generic name for non-English speakers). The notecard text is short and readable, ableit technical, as one would expect.


If you start by the left side you'll find a couple of boards for posting pictures, which is nice. but the instructions are way higher then the default zoom. It's worth remembering that people at this stage probably won't know how to zoom, and most definitely won't know how to Alt-Click.


Another example is at the corner of the work area: a readable sign says "DO NOT build with this prim". There is smaller green sign that say "(...but please try clicking on it!)", but how many newbies will be able to read it without Alt-Clicking or zoom?
Also, note the overall confusing panorama that you see from the work area. Would you know where to go, if you weren't someone with initiative?


Going all the way back, I tried to go around the work area, into the rest of the area. But soon after, I was stuck (literally) below a blue car. My head was stuck there, I couldn't move easily. An overall idea from this is that sandboxing should be a restricted zone, not the entire parcel.


Getting rid of that, I went forward, and found out that the most visible element (a terrace) wasn't accessible from where I was coming:


Around I went, again, and came across a pond... which I fell into (remember: I haven't learned how to fly yet).


I think I've got the overall idea fo this location: use it alongside a mentor or experienced user, not on your own. Just now I've found a chair. It was saying "Sit", so clicked it and it said:
".Zugzwang Adirondack 2: Andabata Mandelbrot, say '/1 Hide' to hide me, or '/1 Show' to make me show. Or just right-click and sit on me to use me."

Why would I want to hide a chair? Nevertheless I tried saying it (notice that I still hadn't said anything, so I needed to know that I should press Enter to open the chat line), and nothing happened. Eventually, I reached the end of that long line of instructions and sat on the chair.
Of course, I was left to my devices to notice the new button to get up, that the SL client produces.

Another example: in the middle of the screen in the first of the following photos, it says "touch sculpture to change". Can you see the scupture? I swear I clicked often on the black cube, until I noticed the thing lines in the sky and realized it was a wire sculpture! Then it changed, and the next one was something more obvious, but I'm not so sure the wireframe one should be part of this.


Turning to the terrace entry, it is a narrow staircase. I have no problem climbing it, but I'm sure newbies will not have the same opinion. Well... at least there is a deep pool in front, ready to welcome those less able to coordinate their new avatars!


And so I reach a small auditorium, with some billboards suggesting blogs, and other information, but all in the same vein: you should first take part in a class or mentoring session about how to use SL, only then should you look into this. This in general feels like a souped-up sandbox.

There were always one or two people there, so in the next post I'll tell about my experience chatting here.

A new project / Um projecto novo: SL MegaTransect

Every once in a while, I come up with new ideas that I set up, not knowing if I will be able to pursue them.
But at least my new initiative is recorded here: SLMegaTransect.
De vez em quando tenho ideias que inicio, sem saber se as conseguirei levar por diante.
Mas aqui fica registada a iniciativa: SLMegaTransect.

In 1999, J. Michael Fay initiated a transect through the Congo Basin, which I followed with keen interest through the National Geographic Magazine: he called it the MegaTransect, and it lasted 455 days.
Today, I decided to initiate a long transversal trek of the Second Life® world, and in honour of Fay's epic effort, I have decided to call it Second Life MegaTransect - or SLMegaTransect (thus the blog address and name).
Will I have have the stamina, endurance, and resolve to pursue this, daily or at least two or three times a week, relentlessly? Only time will tell...

Em 1999, J. Michael Fay iniciou um transecto através da África Central, que acompanhei com muito interesse através da revista National Geographic: chamou-lhe MegaTransect, tendo durado 455 dias.
Hoje decidi iniciar uma grande caminhada tranversar do mundo virtual Second Life®; e em honra do esforço épico de Fay, decidi chamar-lhe Second Life MegaTransect - ou SLMegaTransect (que é de onde vem o nome do blogue e o nome da minha iniciativa).
Será que terei a energia, a resistência e a determinação para ir o cumprindo, dia após dia (ou pelo menos duas ou três vezes por semana), implacavelmente? Só o tempo o dirá...

domingo, novembro 16, 2008

Guitarra portuguesa electrificada

Fiquei a conhecer hoje o grupo Henrique e Sinfonia, que pelos vistos já existe desde, pelo menos, 1999. Guitarra portuguesa electrificada e tocada com palheta, acompanhada de forma moderna. Interessante! E na Fonoteca de Lisboa é possível ouvir excertos das músicas de uma edição de autor.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Second Assignment: The story of my first steps in Second Life / Segundo trabalho de casa: a história dos meus primeiros passos no Second Life

Yup. It was a national holiday in 2006: April 25th. Funny enough, this is "Liberty's day", so perhaps one can make some kind of connection between that and my "entrance" into Second Life.

In many ways, it was a better experience than what any novice finds today. I entered this world through the orientation method of the time: I was on top of a hill, and albeit with a default avatar, it was indeed the feeling of being "born naked" atop a mountain and descending into the world proper. On my way, plenty of signs, indications, and even people helping out. Other people, also new to Second Life were coming down all the time.

I followed the indications as they came up. I tried out the avatar editing platforms. And moved on! At the time, anything would be adequate, but I did find my blue-hair elven look adequate. A little bit balding on the front, at the time.

And so down I went, until I got fed up with the tutorial indication and simply flew away, met people, saw places... and wherever I went, I saw more and more things to do.

And this was it. No "magic moment", no "fantastic memory", nothing in particular... just... the feeling of space, of new things to discover, of a new world to be in. And things picked up from there.


Pois é. Foi num feriado nacional, em 2006: o 25 de Abril. Tem graça, é o "Dia da Liberdade", pelo que talvez se consiga fazer aqui algum tipo de ligação entre isso e a minha "entrada" no Second Life.

De muitas formas, foi uma experiência melhor do que a que um novato tem hoje. Entrei neste mundo através do método de orientação da altura: estava no cimo de um monte; e embora tivesse um avatar predefinido, era de facto a sensação de "nascer nu" no cimo de uma montanha da qual se descia para o verdadeiro mundo. Pelo caminho, muitos sinais; indicações; e até pessoas a ajudar. Mais gente, também nova no Second Life, aparecia a descer.

Segui as indicações à medida que apareciam. Experimentei as plataformas de edição de avatar. E segui em frente! Na altura, qualquer coisa servia, mas já então achei que me ficava bem o meu cabelo azul e ar élfico. À época, com umas entradas.

E assim fui descendo, até me fartar das indicações de tutoria e simplesmente ter voado para longe. Encontrei pessoas, vi lugares... e aonde quer que fosse vi cada vez mais coisas para fazer.

E assim foi. Nenhum "momento mágico", nenhuma "recordação fantástica", nada de especial... apenas... a sensação de espaço de coisas novas a descobrir, de um mundo novo onde estava. E assim fui andando, as coisas foram-se sucedendo.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Inauguração da Utopia Lisboa

Este fim-de-semana foi inaugurado um novo espaço no continente Utopia Portugal: cincos sims dedicados à cidade com Lisboa, com direito a concertos em variados espaços da nova cidade, por artistas nacionais e internacionais. Parabéns, Utopia!

Gestão de salas...

Este ano, como no ano passado, faço a coordenação dos projectos finais de licenciatura e de mestrado em Informática e TIC. Embora a maioria dos alunos os desenvolva em computadores pessoais, há alguns que precisam de máquinas ligadas em permanência à rede (para servirem de servidores Web, geralmente). Temos uma sala para isso, e de vez em quando dá jeito saber de que computador se está a falar.
No SL, na ilha da UTAD vou mantendo actualizado um modelo da sala. Muito mais do que numa fotografia ou num PowerPoint, ajuda-me a perceber a situação.
Nesta fotografia, um aluno que está na sala física entrou também no SL para me confirmar as posições das máquinas e para as acertar em conjunto comigo (eu não estava perto da sala física).

Aluno em Israel

O Luis Gens, mestrando, está por estes dias em Israel. O trabalho dele e do colega Hugo Alves visa apoiar organizações voluntárias através de software para telemóveis. E no caso específico dele, a organização inspiradora foi a Machsom Watch, que visa passar regularmente pelos postos de controlo fronteiriços entre Israel e os Territórios Ocupados da Palestina, para detectar situações de mais complicadas de infracção dos direitos humanos. Estas mulheres - pois trata-se de uma organização inteiramente feminina - fazem-no diariamente, e usam os seus telemóveis para contactar os responsáveis militares e políticos para tentar desbloquear ou resolver as situações que detectam.
O Luis está a registar o dia-a-dia num blogue, que vale a pena seguir.

quinta-feira, outubro 30, 2008

First assignment - Primeiro trabalho de casa

(Em Português mais abaixo.)

From the assignment text:

«We are therefore going to engage in a playful narrative exercise. Telling stories about your life experience often reveals more and richer insights than direct questions, and anecdote is often more helpful in describing our activity than “objective” factual description. Please respond to the following three sections in whatever way you see fit. Be as playful as you like!

A. I am your friend. I don’t work in education. You are talking to me about the idea that we all learn from each other, in all kinds of contexts, and that this can often be richer than more formal classroom based learning. I am sceptical. Tell me about an informal learning experience you have had online in which collaboration was involved, show me a concrete example to help me to see what you mean.»

In our daily lives we have the benefit (or not) of an intense relationship with learning: we are told and accept that we should treat our car with care, but once we pay a serious amount for new brakes, or find the need to replace a car engine's, that's something that really gets imprinted. We read about how to teach children and adults, but it's when we actually are teaching that we get the smiles, the disgust, watch success and suffer failure - we learn intensely. We learn math formulae, we learn how a system without feedback is not controllable... we apply Lagrange-transforms to analyze system diagrams... and then, possibly years later, we realize in life how this can help us understand management situations, or our teaching practice, not just mechanical or electronic systems. We develop new insights. More profound ones. And sometimes we benefit from both things (study and insights) happenning in concert. That's really great.
I've used Second Life a lot, but I'm typically more focused on the technical aspects than on the modelling - and my classes in Second Life are typically inside a classroom with computers, where I and my students are physically present, but using Second Life. But once the class is over, sometimes students ask for my help in SL or simply meet me to chat. Many times I've learned a lot by spending time on-line trying to help out a student with some particular aspect of their project that I hadn't ever seen before, or trying out a new idea, or seeing how things could turn out wrong when trying to test them with people from afar... All small events, all hard to remember exactly, but as a set they have been very significant for me.

«B. We all explore new technologies, some grab our attention more than others, some seem revolutionary, others simply bore us. Tell us about that new tool, or set of tools, you have just discovered that really excites you, talk about the potential it has to change your work. What do you want to do with it?»

I keep coming accross new tools all the time - it's part of my job to find them! Second Life and ToonTalk were by far the two most recent tools with an impact on my work. ToonTalk has shown me how programming can be done in a very context-rich manner, as if playing with Lego bricks, associated with daily activities, and still be powerful! And programming opens up so many possibilities for learning... Second Life has shown me how it can be easy to cooperate and work in a virtual world, in a place where we can create a meaningful context for a learning or teaching activity. And so many gadgets, so many tools, that keep appearing... I don't know what I want to do with them! That's what entices me. I feel I can do great things, it's a path of discovery.

«C. Do you see yourself as a pioneer? Do you think you are more innovative than others in your organisation? Do you think your organisation is lagging behind? Tell us how you feel about this?»

Yes and No. I am a pioneer in many regards, and certainly have been an early adopter of novel technology, and am possibly more open than the average to try out new things, new methods, even if unsure how. But many in my university department (Engineering) are, too. Not all, obviously; but while other parts of the university may be in fact extremely conservative, I do feel I work in an environment that welcomes and supports pioneers.


(This is the Portuguese-language version of the text above.)

Do texto do enunciado:

«Vamos assim envolver-nos num exercício narrativo descontraído. Contar histórias acerca da experiência de vida pessoal costuma revelar mais percepções (e percepções mais ricas) do que fazer perguntas directas. E os episódios soltos muitas vezes ajudam mais a descrever a nossa actividade do que uma descrição factual, “objectiva”. Responda às três secções que se seguem, da forma que entender. Seja tão descontraído quanto o quiser!

A. Sou uma amiga tua. Não trabalho na área da educação. Estás a falar comigo acerca da ideia de que todos aprendemos uns com os outros, em todos os tipos de contextos, e que isto pode frequentemente ser mais enriquecedor do que a aprendizagem formal de sala de aula. Estou algo céptica. Conta-me uma experiência informal de aprendizagem que tiveste on-line, na qual tenha havido colaboração; mostra-me um exemplo concreto para me ajudar a perceber o que queres dizer.»

No nosso dia-a-dia temos a vantagem (ou não) de uma relação intensa com a aprendizagem: é-nos dito e concordamos que devemos estimar o nosso carro, mas é quando se paga uma batelada por travões, ou se descobre que é preciso trocar o motor do carro, que alguma coisa realmente fica vincada. Lemos acerca de como ensinar crianças e adultos, mas é quando estamos realmente a ensinar que recebmos os sorrisos, o desgosto, vemos o êxito e sofremos com o fracasso... aprendemos de forma intensa. Aprendemos fórmulas matemáticas, aprendemos como um sistema sem retroalimentação não é controlável... aplicamos transformadas de Lagrange para analisar diagramas de sistemas... e então, talvez só anos mais tarde, percebemos pela vida como isto nos pode ajudar a compreender situações de gestão, ou a nossa prática de ensino, não apenas sistemas mecânicos ou electrónicos. Desenvolvemos novas percepções. E mais profundas. E, por vezes, beneficiamos de ter ambas as coisas (o estudo e as percepções) a acontecer ao mesmo tempo. E isso é mesmo bom.
Tenho usado muito o Second Life, mas geralmente foco-me mais nos aspectos técnicos e não na modelação. E as minhas aulas no Second Life são geralmente dentro de uma sala de aula com computadores, onde estou fisicamente presente com os meus alunos, enquanto usamos o Second Life. Mas depois de acabar a aula, às vezes os alunos pedem-me ajuda no SL ou aproveitam para conversar comigo. Já muitas vezes aprendi muito, empregando tempo on-line para ajudar um aluno nalgum aspecto específico do projecto dele com que nunca me deparara antes; ou a experimentar uma ideia nova; ou a ver como é que as coisas podem correr mal, quando se tenta testá-las com pessoas de longe... Tudo são pequenas coisas, difíceis de lembrar com exactidão, mas em conjunto foram muito importantes para mim.

«B. Todos exploramos tecnologias novas, algumas cativam-nos a atenção mais do que outras, algumas parecem ser revolucionárias, outras são simplesmente maçadoras. Fale-nos acerca daquela ferramenta nova (ou conjunto de ferramentas novas), que acabou de descobrir e realmente o entusiasma, fale-nos do potencial que ela tem para mudar o seu trabalho. O que é que quer fazer com ela?»

Estou sempre a encontrar ferramentas novas - faz parte do meu trabalho encontrá-las! O Second Life e o ToonTalk foram, de longe, as duas ferramentas que tiveram um impacte recente no meu trabalho. O ToonTalk mostrou-me como é que a programação pode ser feita num contexto muito rico, como se estivesse a brincar com tijolos de Lego, associada a actividades do dia-a-dia, e ainda assim ser potente! E a programação abre tantas possibilidades à aprendizagem... O Second Life mostrou-me como é que pode ser fácil cooperar e trabalhar num mundo virtual, num local onde podemos criar um contexto que faça sentido para uma actividade de aprendizagem ou de ensino. E continuam a aparecer tantas engenhocas, tantas ferramentas... Nem sei o que quero fazer com elas! É isso que me seduz. Sinto que posso fazer coisas óptimas, é um caminho à descoberta.

«C. Considera-se um pioneiro? Acha que é mais inovador do que outras pessoas da sua organização? Acha que a sua organização está a deixar-se ficar para trás? Diga-nas como se sente a respeito disto.»

Sim e não. Sou um pioneiro em muitos aspectos - e certamente que tenho sido um dos primeiros a adoptar tecnologias novas - e sou possivelmente mais aberto do que a média em relação a experimentar coisas novas, métodos novos, ainda que não saiba bem como. Mas muita gente no meu departamento da universidade (engenharias) também o são. Nem toda a gente, como é óbvio; mas embora outras partes da universidade até possam ser muito conservadoras, sinto efectivamente que trabalho num ambiente que acolhe e apoia o pioneirismo.

Voltei a estudar formalmente...

Pois é. Candidatei-me e fui aceite no curso MUVEnation:
Teaching and learning with MUVEs’ is a one year postgraduate programme,
at distance, for future and in-service teachers who want to use innovative methods
and tools to address learners motivation and participation issues in compulsory
education. MUVEnation will help teachers acquire the necessary competencies to
integrate massively multi-user virtual environments (MUVEs)
into their teaching practice

Bem, nunca fiz um curso à distância, embora tenha sem êxito tentado arranjar tempo para seguir o CCK... Mas espero que à segunda (e não à terceira) seja de vez.

Como o MUVEnation requer o uso de um blogue pessoal por aluno, para ir publicando ainda não sei bem o quê, vou fazer esses posts por aqui. Se tiverem de ser em inglês, tentarei traduzi-los também!

Tende paciência, leitor, que farei por não ser maçador nem irrelevante.
Haja tempo, haja tempo, que vontade não falta.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Mundos virtuais com soluções de trabalho em equipa

Um texto que publiquei originalmente na Utopia e-zine:

Os mundos 3D estão realmente a apresentar soluções muito interessantes para trabalho em equipa. Esta semana foi apresentada a solução Immersive Workspaces para Second Life, das empresas Linden Lab e Rivers Run Red, mas já antes era conhecida a proposta da Sun, na plataforma Project Wonderland: chama-se MPK20. No vídeo de apresentação vemos como nos mundos virtuais é fácil imaginar duas pessoas, à distância, a trabalhar sobre a mesma apresentação de diapositivos ou outro trabalho em comum. Se a solução Immersive Workspaces ainda não chega a esta refinação técnica, já permite pelo menos agilizar o tipo de tarefas que se fazem por videoconferência.

Como explica tão bem este quadro de uma empresa da lista Fortune 200, os colegas que trabalham remotamente não têm oportunidade de se cruzarem nos corredores, no na máquina de café ou na botija de água, não almoçam juntos, não confraternizam – acabam por não se conhecer muito bem. E daí resultam problemas e mal-entendidos, que diminuem a produtividade. Veja-se neste vídeo. E um exemplo neste.

Resta saber como ligar facilmente o software dos mundos virtuais, que costuma ser exigente e ocupar o ecrã, com as ferramentas do dia-a-dia. Mas já há trabalho nesse sentido. Por exemplo, a UTAD e a PT Inovação têm vindo a desenvolver tecnologia de comunicação entre avatares, telemóveis e sistemas de mensagens instantâneas como o Skype, o Messenger ou o ICQ. E há outros esforços de interligação.

Mas provavelmente, com a evolução da tecnologia, será estar dentro dos mundos virtuais sem sobrecarregar grandemente o computador: entrar como se acede hoje à Web, sem demoras além da própria rede. Parece mentira, mas era muito mais incómodo há 10/15 anos: tinha de se iniciar a ligação via modem, era tudo lento, muito lento, caro, muito caro, pelo que só se ia à Net para fazer algo específico, não se estava permanentemente ligado... E hoje? Geralmente já se parte do princípio que a Net é omnipresente, embora ainda não o seja totalmente. Vamos ver como se expandem e integram no dia-a-dia os mundos virtuais.

sexta-feira, agosto 08, 2008

Escócia, Alba, terra dos escotos

Há dois anos andei de férias pela Escócia com a minha mulher, satisfazendo um desejo antigo. Alugámos um carro e, sem parar em Glásgua nem em Edimburgo, assentámos arraiais em Dunoon, na península do Cowal, perto de amigos. A partir daí, uma semana de volta à Escócia pelas ilhas e costa atlântica... com uma fugida ao Lago Ness e a Inverness, claro. Castelos e mitos, mar e luz, gaélico e história, Bonnie Prince Charlie e a última luta pela independência, o povo das terras altas... e as paisagens do comboio do Harry Potter.
Veio-me à recordação, tudo, durante a visita à exposição de pintura sob a temática escocesa, na Galeria LX.

sábado, agosto 02, 2008

E os que não chegaram à publicação...

Além dos trabalhos apresentados ao longo dos últimos posts, é justo referir os alunos que desenvolveram outros trabalhos mas não alcançaram o patamar da primeira publicação, seja por ainda não ter sido oportuno, seja por ainda haver necessidade de melhorias ou desenvolvimento adicional. Ei-los:

Filipe Alves - Desenvolveu uma loja onde avatares podiam comprar uma t-shirt virtual a custo zero (ou melhor, a custo L$1, que era devolvido após a compra). De seguida, com t-shirts físicas produzidas especificamente para o efeito, apresentou-as aos mesmos clientes virtuais (colegas e docentes da UTAD), permitindo a compra mais barata a quem tivesse comprado uma t-shirt virtual. O obectivo era verificar se as preferências dos consumidores na compra de t-shirts virtuais teria alguma semelhança com as preferências na compra da t-shirt real, sentida na mão e vista à face, isto porque o consumidor era livre de mudar de preferência no momento da compra da t-shirt real. E realmente, as preferências mudaram pouco. Há espaço para estudo mais aprofundado sobre o SL como plataforma para estudos de marketing.

Luís Sequeira - Não, não é o director financeiro da Beta Technologies. É um "xará" (homónimo) dele, mestrando de Comunicação e Multimédia na UTAD. Está a estudar o uso que universidades por todo o mundo fazem dos espaços próprios no SL, para propor de forma fundamentada uma concepção para o espaço da UTAD.

Mércia Pinto - trabalhou na simulação de um espaço empresarial em SL, com bonecos que reagissem à presença de alunos que visitassem essa "empresa", para que alunos que iniciam o estudo de sistemas de informação possam começar a perceber melhor como é que uma empresa se organiza.

Pedro Santos e Diogo Miranda - Trabalharam na produção de uma pilha de protocolos de comunicações para simplificar a tarefa de mandar mensagens de um objecto no SL para outro. O objectivo último (não alcançado ainda) é permitir ao programador que usa o SL abstrair-se das complexidades de comunicação: um comando para objectos ligados entre si, outro para objectos próximos, outro para objectos distantes mas no mesmo servidor, outro (ligado a um servidor exterior ao SL) para conseguir comunicar entre objectos situados em servidores diferentes.

As publicações do semestre (X) - comunicações

Pereira, Jean; Valério, Sérgio; Serôdio, Carlos; Morgado, Leonel; Mestre, Pedro; Carvalho, Fausto (2008). Interligação entre Sistemas SMS e o Serviço de Mensagens Instantâneas do Second Life®. In Actas da conferência cef^SL 08 - Comunicação, Educação e Formação no Second Life®, 26 a 28 de Junho, Universidade de Aveiroersidade de Aveiro.

Ribeiro, Fernando; Barreira, João; Fonseca, Benjamim; Magalhães, Luís; Carvalho, Fausto; Morgado, Leonel (2008). Kit de Conferências Virtuais. In Actas da conferência cef^SL 08 - Comunicação, Educação e Formação no Second Life®, 26 a 28 de Junho, Universidade de Aveiro. Aveiro, Portugal: Universidade de Aveiro.

Dois trabalhos de finalistas muito diferentes: o Jean Pereira e o Sérgio Valério são finalistas de uma licenciatura pré-Bolonha de 5 anos, pelo que são quase mestres; o Fernando Ribeiro e o João Barreira são finalistas já segundo Bolonha, pelo que para se mestrarem ainda têm 2 anos pela frente.

O que o Jean e o Sérgio fizeram foi desenvolver de forma independente uma forma de comunicação entre qualquer avatar e qualquer utilizador de aparelhos com SMS, e vice-versa. Ou seja, não é necessário que os destinatários se inscrevam num serviço para poderem receber mensagens, nem estar sequer registado no Second Life para enviar um SMS a um avatar. É o resultado de um projecto co-orientado com a PT Inovação e deverá ter novos desenvolvimentos em breve.

Já o Fernado e o João estão com uma tarefa ainda no início: criar condições para que possam reunir-se no SL actual centenas ou milhares de pessoas no mesmo evento. Um desafio, dado que cada programa-cliente só apresenta no ecrã 35 avatares e cada servidor só suporta de 40 a 100. Mas a ideia que lhes apresentei e têm estado a desenvolver (por enquanto só a nível de chat e teleportes) é definir salas com captura de ecrã e projecção em todas as paredes, mais reprodução de som e chat entre salas, para permitir aos participantes sentirem-se numa sala enorme, muito preenchida, podendo assim passear e interagir com um número muito superior do que o que podem estar num só sim. E, o que é melhor, sem sofrer o lag associado a grandes números de avatares. Vamos continuar durante os próximos anos, com áudio e vídeo.

As publicações do semestre (IX) - e-learning - CORRIGIDO

Lopes, António; Pires, Bruno; Cardoso, Márcio; Santos, Arnaldo, Peixinho; Filipe; Sequeira, Pedro; Morgado, Leonel (2008). Sistema de criação de movimentos de Andebol em Second Life para Formação de Treinadores. Prisma.com., ISSN 1646-3153.

Salvado, Pedro; Santos, Bruno; Morgado, Leonel; Santos, Arnaldo, Peixinho; Filipe (2008). Controlo de acesso a salas de formação para formações síncronas no Second Life. In Actas da conferência cef^SL 08 - Comunicação, Educação e Formação no Second Life®, 26 a 28 de Junho, Universidade de Aveiro. Aveiro, Portugal: Universidade de Aveiro.

Estes dois artigos vêm na linha iniciada com o trabalho de doutoramento do Ricardo Antunes e o trabalho de mestrado do António Madeira: conseguir ter ferramentas de apoio à actividade educativa no SL, que ligue o SL a sistemas de gestão exteriores.

O Bruno Pires e o Márcio Cardoso, em colaboração com o doutorando de desporto em Lleida, António Lopes, elaboraram um sistema para um formador de andebol definir, numa aplicação off-line, movimentos ofensivos e defensivos de andebol: este jogador passa a bola, este esquiva-se, este avança, aquele recua... Depois, esses movimentos ficam registados num servidor e, a partir do SL, sob comando do formador, surgem 14 bots que reproduzem o movimento guardado (todo de uma vez ou passo a passo).

Tem imenso potencial. Em vez de mostrar um vídeo ou um diagrama, podemos ver a movimentação ofensiva de qualquer ângulo claro, mas isso também se faria noutros sistemas de simulação. Mas dentro do SL, estando lá os formandos (treinadores de andebol), podemos posicionar-nos ao lado de um jogador, e mostrarmos aos restantes participantes como propomos alterar uma movimentação; podemos experimentar ver como nos enquadraríamos de forma diferente; etc... Enfim, uma simulação integrada ao vivo na aprendizagem.

Já o trabalho do Bruno Santos e do Pedro Salvado se centra noutro problema: se uma formação for fechada a um grupo restrito de participantes, como o fazer no SL sem ter de estar a alterar permissões de terreno manualmente (para que se possa gerir um número elevado de acções de formação automaticamente, por exemplo)? Este artigo apresenta as formas de o conseguir e analisa uma, embora não seja a ideal. Houve desenvolvimentos posteriores completamente diferentes, mas isso será tema de outro artigo.

quinta-feira, julho 31, 2008

As publicações do semestre (VIII)

Madeira, António; Antunes, Ricardo; Morgado, Leonel; Pereira, António (2008). Controlo de assiduidade em aulas efectuadas em mundos virtuais @ Second Life®. In Actas de la III Conferencia Ibérica de Sistemas y Tecnologías de la información (CESTI 2008), ISBN 978-84-612-4476-2. Madrid, Spain: Librotex.

Madeira, António; Antunes, Ricardo; Pereira, António; Sequeira, Pedro; Morgado, Leonel (2008). Um protótipo de sistema para controlo da assiduidade em aulas efectuadas no Second Life®. In Actas da conferência cef^SL 08 - Comunicação, Educação e Formação no Second Life®, 26 a 28 de Junho, Universidade de Aveiro. Aveiro, Portugal: Universidade de Aveiro.

Se um professor decidir utilizar o Second Life para leccionar aulas, vai deparar-se com vários problemas burocráticos. Além do Ricardo Antunes (doutorando), o mestrando António Madeira anda a ajudar. Um problema burocrático é que em muitos casos é necessário registar a assiduidade das aulas, seja aula a aula, seja enquanto horas de contacto confirmadas com alunos. Mas estar a apontar nomes de avatares, ver que avatar corresponde a que aluno, não são propriamente tarefas práticas de registar. E se nos lembramos que um aluno saiu antes do meio da aula mas voltou? E se teve problemas de ligação? Independetemente das ausências serem aceitáveis ("justificadas", na terminologia habitual) ou não, ao longo de semanas de aulas esta carga burocrática não ajuda a usar a plataforma... Mas com o trabalho do António Madeira, torna-se mais cómodo analisar a assiduidade em SL do que na RL.

A seguir, virão as publicações dos finalistas de licenciatura.

As publicações do semestre (VII)

Bernando, Martine; Morgado, Leonel; Rabadão, Carlos (2008). Estudo fenomenográfico sobre o futuro do comércio electrónico no Second Life. In Actas de la III Conferencia Ibérica de Sistemas y Tecnologías de la información (CESTI 2008), ISBN 978-84-612-4476-2, vol. 1, ISBN 978-84-612-4839-1, pp. 435-442. Madrid, Spain: Librotex.

Bernardo, Martine; Edgar Guerra, José; Rabadão, Carlos; Gonçalves, Ramiro; Morgado, Leonel (2008). Perspectivas sobre o comércio no Second Life pelos próprios residentes (comerciantes e produtores de conteúdo). In Actas da conferência cef^SL 08 - Comunicação, Educação e Formação no Second Life®, 26 a 28 de Junho, Universidade de Aveiro. Aveiro, Portugal: Univ. Aveiro, Portugal: Universidade de Aveiro.

O que pode vir a ser o comércio electrónico no Second Life, futuramente? A Martine, mestranda, anda a tentar descobrir quais as perspectivas dos residentes mais experientes e ligados a actividades comerciais no SL. Não é fácil levar as pessoas a expor as visões do futuro sem as ligar muito ao presente, mas é um caminho que está a ser feito e vai continuar. É um trabalho com grande potencial, para permitir a empresas e organizações ter uma visão do panorama estratégico da plataforma.

As publicações do semestre (VI)

Pereira, André; Araújo, Álvaro; Varajão, João; Morgado, Leonel (2008). v-Inform – Sistema automático de informação dirigida para o Second Life®. Tékhne - Revista de Estudos Politécnicos, ISSN 1645-9911.

Antes de passar aos mestrandos, os finalistas da Lic. Comunicação e Multimédia. Este artigo descreve um sistema que pode ser experimentado no sim da UTAD. Destina-se a painéis publicitários ou informativos que reajam à presença de avatares, por consulta a sistemas informáticos externos, que tomem a decisão quanto à informação a prestar ou publicidade a apresentar. Foi já objecto de registo de protecção de propriedade intelectual.

terça-feira, julho 29, 2008

As publicações do semestre (V)

Harrell, Sneha; Abrahamson, Dor; Morgado, Leonel; Esteves, Micaela; Valcke, Martin; Vansteenbrugge, Hendrik; Rosenbaum, Eric; Barab, Sasha (2008). Virtually There: Emerging Designs for STEM Teaching and Learning in Immersive Online 3D Microworlds. In G. Kanselaar, J. van Merriënboer, P. Kirschner, & T. de Jong (Eds.), Proceedings of the International Conference of the Learning Sciences (ICLS 2008). Utrecht, The Netherlands: ICLS.

Há dois anos que a doutoranda Micaela Esteves tem vindo a tentar descobrir como usar o Second Life para ensinar a programar em cursos superiores da área da informática. Claro que é possível, mas quais são os pontos-chave? Quais as dificuldades a ultrapassar, que estratégias resultam e de que forma? Em paralelo com o trabalho dela, eu tenho vindo a usar o Second Life noutras aulas de programação, em C#, para dar contexto e enriquecer os problemas: usa-se o Second Life como espaço "real" de contacto com clientes ou recolha de dados (geralmente enviados por e-mail) que depois são processados e analisados numa aplicação Windows programada em C# pelos próprios alunos. Os nossos esforços paralelos surgem aqui integrados nos de outros investigadores que se têm vindo a preocupar com áreas paralelas.

Uma descrição mais pormenorizada e sob uma perspectiva diferente (a das comunidades de prática) foi também publicada via cef^SL / revista Prisma:

Esteves, Micaela; Fonseca, Benjamim; Morgado, Leonel; Martins, Paulo (2008). Uso do Second Life em Comunidades de Prática de Programação. Prisma.com., ISSN 1646-3153.

As publicações do semestre (IV)

Morgado, Leonel (2008). TEL practices in preschool and kindergarten education: integrating computer use and computer programming in off-computer activities. In Lytras, Miltiadis D.; Gasevic, Dragan; & Ordonez de Pablos, Patricia, "Technology Enhanced Learning: Best Practices", ISBN 978-1-59904-600-6. Hershey, PA, USA: IGI Publishing.

Bem, esta não é de orientandos meus: é apenas minha. Vê finalmente a luz do dia, após um longo período de espera pela publicação. Embora não seja em Second Life, tem paralelos interessantes: vários dos exemplos recorrem a um mundo virtual monoutilizador, que é - o próprio mundo - uma linguagem de programação visual, animada, por acções: o ToonTalk. Descreve uma orientação de princípios e exemplos para integrar completamente o computador nas actividades educativas de jardim-de-infância, para que seja tão natural como uma caneta.

As publicações do semestre (III)

Antunes, Ricardo; Morgado, Leonel; Martins. Paulo; Fonseca, Benjamim (2008). Managing 3D Virtual Classrooms, Learning Technology, 10 (1), ISSN 1438-0625, pp. 3-5.

Bem, já que se anda com tanta actividade em mundos virtuais, a simular laboratórios, aulas de enfermagem, etc... será que não podemos ligar essas actividades em mundos virtuais aos actuais sistemas de gestão do ensino (LMS), como o Moodle? O doutorando Ricardo Antunes acha que sim. Tem-se dedicado a aulas de programação dadas no Second Life (outra investigação científica a decorrer cá na UTAD) e desenvolvido várias peças de interligação entre aulas e trabalhos (no Second Life) e os LMS.

As publicações do semestre (II)

Santos, Filipe; Fonseca, Benjamim; Morgado, Leonel; Martins, Paulo (2008). Children as active partners: strategies for collaboration in spatial tasks through Virtual Worlds. In Proceedings of the Sixth International Conference on Creating, Connecting and Collaborating through Computing (c5 2008) - Volume 00, ISBN 978-0-7695-3115-1, pp. 73-76, Washington, DC, USA: IEEE Computer Society.

Bem, esta publicação não tem directamente a ver com Second Life: trata-se de um sistema desenvolvido em Open Croquet. Mas isto apenas porque os termos de serviço da Linden Lab impedem, completamente, que se utilize o Second Life com crianças (menores de 13 anos). E aquando do início deste trabalho, há 2 anos, o OpenSim ainda não estava com capacidade para algo assim (será que já está? eis uma boa proposta de trabalho)...
Trata-se de tentar usar mundos virtuais para que crianças de 6-10 anos possam planear versões diferentes de uma sala de aula, um recreio, um acantonamento, um palco de uma peça de teatro... gerindo as versões espaciais como uma espécie de wiki em 3D. Um trabalho muito interessante do doutorando Filipe Santos.

As publicações do semestre (I)

Finda esta semana mais um semestre lectivo na UTAD. Desta feita, bastantes resultados ligados ao Second Life. Os doutorandos que co-oriento estão a aproximar-se do final, com trabalho avançado a ser reconhecido com publicações meritórias. Os mestrandos entram na recta final de escrita, já com algumas publicações descritivas do trabalho em curso. Os finalistas de licenciatura desenvolveram também inícios de sistemas mais complexos, e viram-nos também publicados.
Começo aqui uma pequena série dedicada aos artigos publicados este semestre, por uma ordem temática: primeiro os dos doutorandos, depois os dos mestrandos e finalistas, estes agrupados por temas: e-learning e comunicações.

quarta-feira, junho 04, 2008

Cientista por um dia

Hoje eu e o Anamar Margetts recebemos aqui na UTAD 5 alunos da Escola Secundária de S. Pedro, em Vila Real, na acção "Cientista por um dia". Recorremos aos avatares "genéricos" que usamos para testes, para que os alunos, sendo menores, pudessem usar o Second Life de adultos sem acesso à senha de nenhum avatar específico (por motivos de privacidade, não indicamos o nome dos alunos presentes).
Fica aqui um aparte: esta segregação do público entre adolescente (Teen Second Life) e adultos (Second Life) é tão ridícula como criar uma Web para adolescentes e uma Web para adultos. Com a agravante que até crianças podem aceder a um sítio na Web legalmente, mas nenhuma criança pode aceder a um espaço no Second Life legalmente! "Escola em comunidade"... pois sim, mas no SL é impossível: escola na escola, comunidade sem escola.

Continuando... durante 3 horas, os alunos estiveram envolvidos num trabalho que já devíamos ter feito há que tempos: criar um sensor de visitantes e uma base de dados onde sejam registadas as visitas ao sim da UTAD em Utopia Portugal VI. Estivemos todos envolvidos, foi-se experimentando os resultados do código à medida que se experimentavam abordagens diferentes, andou-se a consultar as páginas de referência das funções de LSL para as adaptar... A ideia era criar depois uma rede de sensores que cobrisse todas as actividades entre o fundo do rio Douro (coordenada quase zero) e as últimas plataformas a mais de 700 m de altitude, mas por falta de tempo não foi possível.

Pelo meio, os alunos também exploraram os projectos de investigação em SL da UTAD e recolheram fotografias para produção de páginas descritivas desses projectos, aqui ficam algumas delas.